CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA (PPGFON)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: MARIAFRA SOARES DA SILVA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIAFRA SOARES DA SILVA
DATA: 30/09/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Online - Via Google Meet
TÍTULO: Eficácia da intervenção fonoaudiológica na fase pré-operatória da cirurgia ortognática
PALAVRAS-CHAVES: Fonoaudiologia, cirurgia ortognática, deformidade dentofacial, terapia miofuncional
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO: Objetivo: Esta dissertação teve como objetivo, por meio de duas pesquisas complementares, (1) mapear e analisar quais as abordagens fonoaudiológicas são utilizadas no pré e pós-operatório de cirurgia ortognática e (2) Verificar a eficácia da terapia miofuncional orofacial na fase pré-operatória em pacientes submetidos à cirurgia ortognática. Método: A primeira pesquisa, foi composta de uma revisão de escopo, elaborada conforme o Manual do Instituto
Joanna Briggs (JBI) e checklist PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE, Embase, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Scopus e Web of Science, sem restrição de idioma ou data. A coleta iniciou em abril e foi finalizada em agosto de 2025. Dois revisores independentes selecionaram os estudos. Foram incluídos artigos científicos, literatura cinzenta e capítulos de livros sobre intervenção fonoaudiológica em adultos submetidos à ortognática. Excluiu-se estudos com síndromes, fissuras labiopalatinas, alterações neurológicas e aqueles sem acesso gratuito ao texto completo. A segunda pesquisa, foi composta de um piloto de ensaio clínico randomizado, aprovado pelo Comitê de Ética em Saúde (CCS-UFPB, n° 8.063.638). Incluiu oito pacientes com deformidade dentofacial entre 18 e 50 anos, assistidos por equipes de cirurgia bucomaxilofacial em Natal/RN. A
amostra foi randomizada em dois grupos: G1 (intervenção pré e pós) e G2 (apenas pós). A avaliação contemplou aspectos oromiofuncionais por fotos, vídeos, MBGR, eletromiografia de superfície realizada nos músculos temporal anterior e masseter em repouso durante 10 segundos e durante intercuspidação máxima, mastigação espontânea e mastigação instruída nos lados direito e esquerdo, teste de pressão máxima foi realizado para dorso e ponta de língua nos dois grupos. Na fase pré-operatória os pacientes realizaram oito sessões de uma hora cada e no pós-operatórioambos os grupos participaram de 14 sessões, com uma hora cada. Após 60 dias, aplicou-se questionário de satisfação
pós-cirúrgica. Resultados: Na primeira pesquisa foram encontrados 460 artigos nas bases de dados e quatro por
outros meios, após a exclusão das 69 duplicadas e critérios de inclusão e exclusão, restaram sete artigos da busca nas
bases de dados e quatro por outros meios: um avaliou a melhora das funções com e sem TMO após a CO, cinco mencionaram a intervenção fonoaudiológica apenas no pós, sendo três com avaliação pré-cirúrgica e dois sem descrição dessa etapa, dois estudos avaliaram a espessura do masseter após a cirurgia, um avaliou a melhora da mastigação após a cirurgia, um estudo descreveu um programa de terapia, com intervenção no pós partir de 30 dias
e um estudo relatou intervenção no pré-operatório e no pós-operatório a partir da segunda semana. Entre teses e dissertações, foram encontrados nove trabalhos, sendo excluídos cinco após leitura, o que resultou em quatro estudos, mas dois deles não atendiam a todos os critérios de inclusão, restando apenas dois estudos, que contemplavam a
intervenção fonoaudiológica apenas no pós-operatório. A análise da literatura revelou que apenas um estudo abordou a atuação fonoaudiológica no pré-operatório. Adicionalmente, cinco capítulos de livros foram incorporados à revisão, os quais descrevem atuação fonoaudiológica no pré e pós-operatório, com mais descrição para a fase do pré-operatório comparado em comparação aos artigos. Na segunda pesquisa a amostra apresentou média de idade de 33,75 ± 8,51 anos, sendo quatro homens e quatro mulheres, com predomínio de cirurgias envolvendo maxila e mandíbula para correção de deformidades Classe III. Ao final do tratamento pré-operatório, o G1 apresentou maior pressão de ponta e de dorso da língua. Durante o acompanhamento pós-operatório, o G1 manteve valores superiores
de pressão de língua em relação ao G2, com evolução favorável ao longo dos 60 dias. Ao final desse período, o G1 apresentou valores de pressão de ponta da língua superiores aos observados no pré-operatório, enquanto a pressão de dorso se aproximou dos valores pré-operatórios. Observou-se melhora da qualidade de vida após a cirurgia em ambos
os grupos. A atividade eletromiográfica apresentou comportamento heterogêneo entre os músculos avaliados. Conclusão: Essa dissertação apresenta duas contribuições para a fonoaudiologia: A revisão evidenciou a predominância de TMO no pós-operatório e a escassez de evidências sobre intervenção no pré-operatório. Já os resultados do piloto de ensaio clínico indicaram uma evolução mais favorável da pressão de língua no G1, com maior
recuperação da pressão da ponta e do dorso da língua, além de melhora da qualidade de vida após a cirurgia em ambos os grupos. Os achados deste estudo piloto indicam a relevância da continuidade da investigação, com ampliação da amostra, para aprofundar a compreensão sobre a influência da intervenção fonoaudiológica pré-operatória na recuperação funcional de pacientes submetidos à cirurgia ortognática.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 022.648.784-95 - KARINNA VERÍSSIMO MEIRA TAVEIRA - UFRN
Externo(a) à Instituição - LUCIANA VITALIANO VOI TRAWITZKI
Presidente(a) - 1379017 - SILVIA DAMASCENO BENEVIDES