CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA (PPGFON)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: LIDIANE LAURINDA MARIA ELIAS DE HOLANDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIDIANE LAURINDA MARIA ELIAS DE HOLANDA
DATA: 29/10/2026
HORA: 13:30
LOCAL: LABORATÓRIO LIEV, Sala 810 do Bloco Arnaldo Tavares - CCS/UFPB
TÍTULO: Questionário Vivendo com Disartria (VCD-TRI): Propriedades Psicométricas Finais, Acurácia Clínica e Responsividade ao Tratamento Fonoaudiológico
PALAVRAS-CHAVES: disartria; qualidade de vida; psicometria; reprodutibilidade dos testes; doenças do sistema nervoso
PÁGINAS: 60
RESUMO: As doenças neurológicas atingem cerca de um bilhão de pessoas no mundo e frequentemente cursam com disartria, distúrbio motor da fala que compromete a inteligibilidade, a comunicação e a qualidade de vida de pacientes com Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, acidente vascular encefálico e demências, entre outras condições. O Questionário Vivendo com Disartria (VcD), instrumento brasileiro de autoavaliação, já possui evidências de validade de conteúdo e de confiabilidade, além de uma versão reduzida e dicotomizada de 27 itens obtida por Teoria de Resposta ao Item, ainda inédita na literatura. Contudo, seu processo de validação permanecia incompleto segundo os padrões do COSMIN, faltando evidências de invariância de medida, de validade baseada na relação com outras variáveis, de validade de critério e de responsividade. Esta tese tem como objetivo geral avançar de forma integrada nessas etapas, organizando-se em três artigos. O primeiro investiga, em amostra de 127 pacientes com diagnóstico neurológico confirmado, a ocorrência de funcionamento diferencial do item por sexo, faixa etária e tempo de diagnóstico, além de comparar os escores do instrumento entre diferentes diagnósticos. O segundo, com 268 participantes, testa hipóteses a priori sobre a relação entre o escore do VcD e a gravidade da disartria, mensurada por avaliação perceptivo-auditiva e análise acústica, verificando o papel moderador do desempenho cognitivo, e determina um ponto de corte clinicamente interpretável por meio de curva ROC, com validação cruzada entre critérios de ancoragem. O terceiro artigo, avalia a responsividade do instrumento em delineamento longitudinal, comparando os escores antes e depois de intervenção fonoaudiológica, ancorados em medidas externas de mudança clínica. Espera-se demonstrar equivalência de mensuração entre subgrupos, correlação de magnitude fraca a moderada com a gravidade clínica objetiva, capacidade discriminativa satisfatória do ponto de corte proposto e sensibilidade do instrumento para captar mudanças terapêuticas relevantes. Em conjunto, os resultados devem consolidar o VcD como ferramenta psicometricamente robusta, útil tanto para avaliação transversal do impacto da disartria na qualidade de vida quanto para o monitoramento longitudinal de desfechos relatados pelo paciente, ampliando sua aplicabilidade na prática clínica fonoaudiológica e em estudos de intervenção.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1668545 - ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
Externo(a) à Instituição - DANDARA BARBOSA PALHANO SILVA
Externo(a) à Instituição - JULIANA FERNANDES GODOY
Interno(a) - 1124366 - LARISSA NADJARA ALVES ALMEIDA
Externo(a) à Instituição - MAIRA ROZENFELD OLCHIK
Externo(a) à Instituição - MARINA MARTINS PEREIRA PADOVANI