CCS - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA, EM NÍVEL DE MESTRADO ACADÊMICO (PPGSC)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ALANA SOPHIA DOS SANTOS LIRA FREITAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALANA SOPHIA DOS SANTOS LIRA FREITAS
DATA: 30/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: UFPB
TÍTULO: SOB A LUPA DA SEGURANÇA: Uma Investigação Transversal sobre a Farmacovigilância e a Atuação do Farmacêutico
PALAVRAS-CHAVES: Farmacovigilância. Segurança do Paciente. Reações Adversas ao Medicamento.
PÁGINAS: 128
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: Introdução: A farmacovigilância é estratégica para a segurança do paciente e para o uso racional de medicamentos, tendo a notificação de reações adversas a medicamentos (RAM) como componente central. No Brasil, a Lei nº 13.021/2014 explicita os deveres ético-legais do farmacêutico nesse processo. Objetivo: Avaliar o conhecimento de farmacêuticos brasileiros sobre farmacovigilância e identificar barreiras à notificação de RAM. Métodos: Estudo epidemiológico, analítico e transversal, com 390 farmacêuticos brasileiros de diferentes áreas de atuação (comunitária, hospitalar, gestão/academia, indústria/manipulação e serviços públicos). A coleta ocorreu por formulário on-line entre julho de 2024 e maio de 2025. As análises foram realizadas no SPSS v26.0, com estatística descritiva, teste de Kruskal–Wallis seguido do pós-teste de Dunn e teste da razão de verossimilhança (p<0,05). Resultados: Identificou-se dissonância relevante entre conhecimento declarado e prática. Embora 89,5% relatem compreender “farmacovigilância” e 84,4% reconheçam “RAM”, apenas 30,5% classificaram corretamente a frequência de RAM “rara” e 59,4% demonstraram conhecimento insuficiente sobre algoritmos de causalidade. Verificou-se lacuna entre identificação e notificação: 45,2% referem identificar RAM ao menos mensalmente, porém somente 14,6% notificam nessa frequência; 85,4% raramente ou nunca notificam. Apenas 18,7% registraram notificações nos últimos 12 meses, apesar do marco legal vigente, estabelecido pela lei nº 13.021/2014. Observou-se déficit formativo: 40,5% não receberam treinamento acadêmico e 61,5% carecem de capacitação em serviço; apenas 7,4% sentem-se plenamente preparados. As barreiras mais citadas foram falta de tempo (52,6%), ausência de cultura de segurança (51,8%) e desconhecimento processual (29,0%), com variações significativas entre áreas de atuação. Conclusão: A subnotificação de RAM entre farmacêuticos no Brasil é multifatorial, envolvendo entraves operacionais, institucionais e educacionais. Tornam-se prioritárias ações formativas contínuas, simplificação de fluxos e plataformas de notificação e o fortalecimento de uma cultura de segurança não punitiva, consolidando o farmacêutico como agente central na proteção do paciente.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1543299 - FLAVIA EMILIA LEITE DE LIMA FERREIRA
Presidente(a) - 1720478 - GABRIEL RODRIGUES MARTINS DE FREITAS
Externo(a) à Instituição - MARIA DENISE LEITE FERREIRA