PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL (PPGPS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: D'ANGELLES COUTINHO VIEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: D'ANGELLES COUTINHO VIEIRA
DATA: 21/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: sala 508
TÍTULO: DESIGUALDADES DE GÊNERO NO ÂMBITO LABORAL: O PAPEL DO SEXISMO NESSE CONTEXTO
PALAVRAS-CHAVES: Sexismo. Ambiente Laboral. Moderação.
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
SUBÁREA: Psicologia Social
RESUMO: Esta dissertacao, cujo tema versa sobre sexismo no ambiente de trabalho, possui o objetivo de investigar o impacto do sexo dos participantes (masculino ou feminino), do sexo de um avaliador (masculino ou feminino) e do sexo de um avaliado (masculino ou feminino) na percepcao de justica de uma avaliacao profissional em que nao ocorre a contratacao, e avaliar o papel moderador do sexismo nessa relacao. Foram realizados tres estudos, dispostos em dois artigos, para alcancar este objetivo. O primeiro artigo, que reuniu os Estudos 1 e 2, teve como objetivo desenvolver uma medida de sexismo especifica para o ambiente de trabalho que seja valida para o contexto brasileiro. Para o Estudo 1, participaram 398 estudantes de duas universidades publicas do nordeste brasileiro, com idade media de 22,69 anos (DP = 6,56) e maioria do sexo feminino (52%). Os participantes responderam a uma escala composta por 37 itens formulados pelos autores e por itens adaptados de outras escalas. Os resultados indicaram que uma solucao bifatorial, composta por 16 itens, e a mais adequada. Alem disso, ambos os fatores do instrumento apresentaram correlacao positiva com os fatores do Inventario de Sexismo Ambivalente de Glick e Fiske. No Estudo 2 o instrumento foi testado em uma amostra de 412 estudantes de duas universidades publicas do nordeste brasileiro, com idade media de 22,84 anos (DP = 6,39) e maioria do sexo feminino (52,7%), para verificar a confirmacao da estrutura fatorial. Os resultados indicam que a estrutura encontrada se mostrou adequada (χ²/gl = 3,31; GFI = 0,91; CFI = 0,92; RMSEA = 0,075). O artigo 2 teve como objetivo investigar o impacto do sexo dos participantes (masculino ou feminino), do sexo de um avaliador (masculino ou feminino) e do sexo de um avaliado (masculino ou feminino) na percepcao de justica de uma avaliacao profissional em que nao ocorre a contratacao, e avaliar o papel moderador do sexismo nessa relacao. Para atingir este objetivo foi realizado um estudo experimental com desenho fatorial 2 x 2 x 2, abordagem quantitativa e recorte temporal transversal. Participaram do estudo 256 estudantes de uma universidade publica do nordeste brasileiro, com idade media de 22,84 anos (DP = 6,39) e sendo maioria do sexo feminino (51,3%), os quais foram distribuidos aleatoriamente nas quatro condicoes experimentais. Os resultados apontam que o sexismo e capaz de moderar a relacao entre o sexo dos participantes, o sexo do avaliador e a concordancia com a discriminacao, porem essa relacao nao ocorre quando se substitui a variavel Sexo do Avaliador pela variavel Sexo do Avaliado. No geral, os homens mais sexistas tenderam a concordar mais com a discriminacao proferida por um avaliador homem. Tomados em conjunto, esses resultados indicam que o sexismo ainda e prevalente no contexto laboral, e que seu efeito negativo esta associado tanto a sua forma hostil como benevolente.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1742381 - ANA RAQUEL ROSAS TORRES
Interno - 2204608 - CICERO ROBERTO PEREIRA
Externo à Instituição - NILTON SOARES FORMIGA