PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CCA - PPGA)
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)
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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA ALAÍNE DA CUNHA LIMA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ALAÍNE DA CUNHA LIMA
DATA: 22/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de videoconferência
TÍTULO: Uma abordagem de aprendizado de máquina supervisionado e não supervisionado para evidenciar a atividade de Tetranychus mexicanus (McGregor) na fluorescência e na resposta térmica em maracujá
PALAVRAS-CHAVES: Fisiologia vegetal; resposta multivariada; detecção precoce
PÁGINAS: 13
RESUMO: Tetranychus mexicanus (McGregor, 1950) (Tetranychidae) é considerado um dos principais problemas fitossanitários em plantações de maracujá, resultando em perdas significativas de produção. Compreender o impacto da atividade dessa espécie de ácaro na fisiologia das plantas de maracujá pode servir como base para o desenvolvimento de estratégias de manejo sustentável. Com isso em mente, esta pesquisa buscou analisar, utilizando modelos de aprendizado de máquina supervisionado e não supervisionado, como a infestação por T. mexicanus influencia as trocas gasosas, os níveis de clorofila a e clorofila b, a fluorescência e a resposta térmica das plantas de maracujá. Testamos a hipótese de que ácaros juvenis e adultos alteram os padrões de resposta fisiológica e térmica das plantas. Apenas as variáveis relacionadas à resposta fluorescente (Fo, Fm e Fv) apresentaram relação significativa com a infestação por ácaros. Na comparação conjunta de múltiplas variáveis fluorescentes, houve diferenças entre os tratamentos de plantas infestadas e não infestadas por T. mexicanus. As variáveis fluorescência inicial (Fo), fluorescência máxima (Fm) e fluorescência variável (Fv) da clorofila a tiveram um impacto negativo direto tanto na atividade reprodutiva, medida pelo número de ovos e ninfas produzidos, quanto no número total de ácaros encontrados. O modelo não supervisionado baseado em escalonamento multidimensional com o algoritmo k-means revelou uma clara separação entre os grupos de plantas de maracujá infestadas (Grupo 1) e plantas saudáveis (Grupo 2). A resposta da Fo foi descrita com alta precisão para a taxa reprodutiva (75%) e para a infestação total de ovos, ninfas e adultos dos ácaros (99,99%). Os valores de Kappa foram moderados (Kappa = 0,50) e altos (Kappa = 0,99) para as taxas reprodutiva e total de T. mexicanus, respectivamente. Além disso, a resposta térmica revelou que as plantas de maracujá infestadas apresentaram uma temperatura mediana de 25,1 °C, em comparação com uma temperatura mediana de 25,7 °C, com diferenças notáveis entre essas medianas. Portanto, o ácaro (T. mexicanus) alterou os padrões de fluorescência e térmicos das plantas de maracujá. Nossos resultados têm implicações para o desenvolvimento de ferramentas de detecção precoce e para a geração de futuras variedades resistentes.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1755911 - MANOEL BANDEIRA DE ALBUQUERQUE
Interno(a) - 013.554.153-06 - FRANCISCO THIAGO COÊLHO BEZERRA - UVA
Interno(a) - 1449704 - LUCIANA CORDEIRO DO NASCIMENTO
Externo(a) à Instituição - JACQUELINE WANESSA DE LIMA PEREIRA
Externo(a) à Instituição - RENER LUCIANO DE SOUZA FERRAZ