PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CCA - PPGA)
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)
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Notícias
Banca de DEFESA: GEORGINA DAVID MANGUANA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEORGINA DAVID MANGUANA
DATA: 20/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: PPGAgro
TÍTULO: ÓLEOS ESSENCIAIS E ATMOSFERA MODIFICADA NO MANEJO DA
ANTRACNOSE E CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE MANGAS TOMMY ATKINS
PALAVRAS-CHAVES: Mangifera indica L. Colletotrichum spp. Controle alternativo. Atividade enzimática.
PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitossanidade
ESPECIALIDADE: Fitopatologia
RESUMO: A antracnose, causada por espécies do gênero Colletotrichum, constitui uma das
principais doenças que afetam a produção e a conservação pós-colheita da mangueira (Mangifera indica L.), causando perdas significativas na qualidade e no valor comercial dos frutos. Nesse contexto, os óleos essenciais apresentam-se como alternativas sustentáveis para o manejo de doenças pós-colheita, devido ao seu potencial antifúngico e à possibilidade de redução do uso de fungicidas sintéticos. Esta pesquisa teve como objetivos: realizar uma revisão sistemática e metaanálise do estado da arte sobre o uso de óleos essenciais no controle da antracnose em mangueira; avaliar o potencial antifúngico desses compostos por meio de estudos in vitro e verificar a eficácia biotecnológica de seus voláteis na conservação de frutos armazenados sob atmosfera modificada. Inicialmente, foi realizada uma avaliação da atividade antifúngica de sete óleos essenciais (palmarosa, citronela, manjericão, cravo-folhas, gengibre, eucalipto e erva-doce) sobre Colletotrichum dianesei em condições in vitro, considerando sua capacidade de inibir o desenvolvimento do patógeno. Posteriormente, os OEs mais promissores (palmarosa, citronela, manjericão e cravo-folhas) foram aplicados via fase volátil em frutos de manga Tommy Atkins. A aplicação foi realizada por meio de sachês de papel filtro contendo 1 g de sílica gel impregnada com 20 µL de cada óleo, fixados no centro de bandejas de poliestireno. A atmosfera modificada ativa foi induzida pela vedação das bandejas com filme de PVC flexível (12 µm), sendo os frutos armazenados em ambiente climatizado a 25 °C por 15 dias. Durante esse período, foram avaliados o desenvolvimento da antracnose, a resposta térmica dos frutos (termografia) e os atributos físico-químicos de qualidade. Os resultados demonstraram que os OE´s apresentaram diferentes níveis de eficiência no controle de Colletotrichum spp., destacando-se os OE´s de citronela, cravo, manjericão e palmarosa pela maior atividade antifúngica e potencial de aplicação na conservação pós-colheita. Além disso, a utilização dos óleos essenciais contribuiu para a manutenção da qualidade dos frutos durante o armazenamento. Os resultados obtidos demostram o potencial dos OE´s como alternativa sustentável para o manejo da antracnose da mangueira, podendo contribuir para o desenvolvimento de estratégias pós-colheita mais seguras e ambientalmente adequadas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1449704 - LUCIANA CORDEIRO DO NASCIMENTO
Externo(a) ao Programa - 3414410 - ADRIANA FERREIRA DOS SANTOS
Externo(a) ao Programa - 065.954.574-82 - EDCARLOS CAMILO DA SILVA - UFPB
Externo(a) ao Programa - 2304330 - GUILHERME SILVA DE PODESTA