PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CCA - PPGA)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Banca de DEFESA: DANIEL DA SILVA GOMES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIEL DA SILVA GOMES
DATA: 19/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Meet
TÍTULO: Morfofisiologia e composição de espécies de Pereskia e Leuenbergeria sob déficit hídrico e aplicação de biorreguladores
PALAVRAS-CHAVES: biorregulador; estresse abiótico; ora-pro-nóbis; seca
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitotecnia
ESPECIALIDADE: Fisiologia de Plantas Cultivadas
RESUMO: Com o objetivo de avaliar o efeito do déficit hídrico e de biorreguladores na morfofisiologia e capacidade antioxidante de espécies do gênero Pereskia e Leuenbergeria, foram conduzidos dois experimentos, cada um referente a um capítulo, sendo um com Pereskia aculeata e Pereskia bahiensis e outro com Leuenbergeria aureiflora e Leuenbergeria bleo. No primeiro experimento, as plantas foram cultivadas sob dois regimes de irrigação: bem irrigadas (80% da capacidade de retenção do solo - CR) e estressadas por seca (15% - CR por 20 dias, seguido de restrição total (por 16 dias), e receberam aplicação foliar de 100 µM de ácido salicílico, nitroprussiato de sódio ou água (controle). No segundo experimento, as plantas foram cultivadas sob dois regimes de irrigação: bem irrigadas (80% – CR) e estressadas por seca (restrição total da irrigação por 38 dias), e receberam 100 µM de melatonina ou água (controle). Os resultados indicaram que a seca reduziu o crescimento, trocas gasosas e estabilidade de membranas em todas as espécies, porém induziu a produção de compostos fenólicos e aumentou a capacidade antioxidante. P. bahiensis destacou-se por apresentar maior teor de compostos fenólicos e capacidade antioxidante, embora com menor produção de biomassa e conteúdo de nutrientes minerais em comparação a P. aculeata. Entre as espécies do gênero Leuenbergeria, L. bleo apresentou maior área foliar e maior capacidade antioxidante, enquanto L. aureiflora exibiu maior eficiência fotossintética, sugerindo melhor adaptação à seca. As aplicações exógenas de ácido salicílico, nitroprussiato de sódio e melatonina não promoveram melhorias significativas na capacidade antioxidante ou mitigação dos efeitos do estresse hídrico, embora a melatonina tenha reduzido danos à membrana celular ao diminuir o extravasamento de eletrólitos. Os dados ressaltam o potencial antioxidante de P. bahiensis e L. bleo, evidenciando que o manejo hídrico pode ser uma estratégia eficaz para estimular a produção de compostos antioxidantes nessas espécies. Este estudo contribui para o entendimento da morfofisiologia e dos mecanismos antioxidantes em cactáceas com potencial uso alimentar, medicinal e ornamental, fornecendo bases para pesquisas futuras sobre o uso de biorreguladores e manejo do déficit hídrico.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 3157372 - DIEGO SILVA BATISTA
Interno(a) - 388165 - ELIZANILDA RAMALHO DO REGO
Interno(a) - 1916066 - THIAGO JARDELINO DIAS
Externo(a) ao Programa - 1862258 - FREDERICO ROCHA RODRIGUES ALVES
Externo(a) à Instituição - SERGIO HEITOR SOUSA FELIPE