PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CCA - PPGA)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Banca de DEFESA: MANOEL CÍCERO DE OLIVEIRA FILHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MANOEL CÍCERO DE OLIVEIRA FILHO
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGA
TÍTULO: DIVERSIDADE, FLUTUAÇÃO POPULACIONAL E ÍNDICES DE INFESTAÇÃO DE Anastrepha (DIPTERA: TEPHRITIDAE) EM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA NO BREJO PARAIBANO
PALAVRAS-CHAVES: Ecologia; Levantamento populacional; Moscas-das-frutas, Sazonalidade climática
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitossanidade
ESPECIALIDADE: Entomologia Agrícola
RESUMO: As moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) estão entre os principais entraves fitossanitários à fruticultura mundial, devido aos danos diretos causados aos frutos e às restrições quarentenárias impostas ao comércio internacional. No Brasil, o gênero Anastrepha apresenta elevada diversidade e ampla associação com plantas nativas e cultivadas, sendo particularmente abundante em ecossistemas florestais. Apesar disso, a maior parte dos estudos concentra-se em pomares comerciais, havendo lacunas significativas quanto à ecologia dessas espécies em ambientes naturais, especialmente em fragmentos de Mata Atlântica no Nordeste brasileiro. Nesse contexto, esse estudo teve como objetivo geral ampliar o conhecimento sobre a ecologia de Anastrepha em um fragmento preservado de Mata Atlântica no Brejo Paraibano, integrando informações sobre diversidade, flutuação populacional e índices de infestação em frutos. O estudo foi conduzido no Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, município de Areia, Paraíba, ao longo de um ciclo anual completo. A tese foi estruturada em três capítulos. No capítulo I, avaliou-se a influência da cobertura do dossel e da altura de voo sobre a riqueza, abundância, diversidade e composição de espécies de Anastrepha. Foram utilizadas armadilhas Multilure distribuídas em blocos amostrais, e os dados analisados por meio de modelos lineares generalizados mistos, números de Hill, análises faunísticas e ordenação multivariada. No capítulo II, caracterizou-se a flutuação populacional das espécies de Anastrepha ao longo do ano, considerando ambientes de dossel aberto e fechado, bem como diferentes alturas de coleta, e relacionando a ocorrência das espécies com variáveis climáticas (precipitação, temperatura e umidade relativa), por meio de análises de correlação de Pearson. E no capítulo III, investigou-se a ocorrência anual de Anastrepha infestando frutos nativos e exóticos, com identificação das espécies associadas, determinação dos índices de infestação e avaliação da influência dos fatores climáticos sobre a infestação. Ao longo do estudo, nas armadilhas foram coletados 207 espécimes de Anastrepha, pertencentes a dez espécies, enquanto nos frutos coletamos 53 espécimes. Os resultados do Capítulo I indicaram maior abundância e maior riqueza de espécies em áreas de dossel fechado. As comunidades foram fortemente dominadas por Anastrepha obliqua, A. fraterculus e A. bahiensis, enquanto a maioria das espécies apresentou baixa frequência. No Capítulo II, observou-se marcada sazonalidade populacional, com picos de abundância associados aos períodos de maior precipitação, e registrou-se pela primeira vez a ocorrência de A. matertela e A. nascimentoi no estado da Paraíba. As correlações com variáveis climáticas variaram entre espécies e ambientes, indicando respostas ecológicas diferenciadas e reforçando a complexidade da dinâmica populacional em ecossistemas naturais. O Capítulo III mostrou que apenas uma parcela das espécies capturadas em armadilhas infestou efetivamente frutos, destacando as plantas araçá (Psidium cattleianum) e goiaba (P. guajava) como os primeiros registros de hospedeiros para A. matertela, e níveis de infestação geralmente baixos, característicos de ambientes florestais preservados. De maneira geral, os resultados demonstram que fragmentos de Mata Atlântica do Brejo Paraibano funcionam como importantes reservatórios de diversidade de Anastrepha, sustentando comunidades estruturadas e ecologicamente complexas com dinâmica populacional regulada por fatores ambientais e disponibilidade de hospedeiros. Esses ambientes contribuem para a compreensão dos padrões naturais de ocorrência das moscas-das-frutas e fornecem subsídios relevantes para estratégias de monitoramento e manejo integrado de pragas em cultivos agrícolas adjacentes.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1716310 - CARLOS HENRIQUE DE BRITO
Interno(a) - 1259929 - YIRINA VALDES VAZQUEZ
Externo(a) ao Programa - 1117808 - MARCOS BARROS DE MEDEIROS
Externo(a) à Instituição - ANGELICA DA SILVA SALUSTINO
Externo(a) à Instituição - MILENA ALMEIDA VAZ