PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CCA - PPGA)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Banca de DEFESA: ANNE ALICIA MENESES FERREIRA SANTANA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANNE ALICIA MENESES FERREIRA SANTANA
DATA: 24/02/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: Respostas fisiológicas de mudas de passiflora alata sob irrigação com águas salinas e aplicação de prolina
PALAVRAS-CHAVES: Passiflora alata; prolina; salinidade hídrica.
PÁGINAS: 49
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitotecnia
RESUMO: A salinidade da água de irrigação constitui um dos principais fatores limitantes à produção de mudas de frutíferas no semiárido brasileiro, por comprometer processos fisiológicos essenciais ao crescimento vegetal. Nesse contexto, objetivou-se avaliar as respostas fisiológicas de mudas de Passiflora alata cultivar BRS Mel do Cerrado submetidas à irrigação com águas salinas e à aplicação exógena de prolina. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, se avaliando a combinação entre cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (0,3; 0,9; 2,2; 3,5 e 4,0 dS m⁻¹), cinco concentrações de prolina (0,0; 1,9; 6,5; 11,1 e 13,0 mmol L⁻¹) e quatro frequências de aplicação (3, 6, 9 e 12 dias), distribuídas em três blocos casualizados. Foram avaliadas as trocas gasosas, a fluorescência da clorofila, os índices foliares de clorofila e o extravasamento de eletrólitos. Os dados foram submetidos à análise de variância, regressão polinomial e análises multivariadas. A condutividade elétrica da água de irrigação foi o fator que mais influenciou as respostas fisiológicas das mudas, promovendo alterações na concentração interna de CO₂, na eficiência do uso da água e nos índices de clorofila. Níveis moderados de salinidade favoreceram algumas variáveis fisiológicas; entretanto, o aumento da salinidade reduziu a eficiência fotossintética e os teores de clorofilas, evidenciando limitações metabólicas associadas ao estresse salino. A aplicação de prolina não promoveu incrementos nas trocas gasosas, na fluorescência da clorofila ou nos índices de clorofila. Por outro lado, doses elevadas e maiores frequências de aplicação de prolina aumentaram o extravasamento de eletrólitos, indicando maior comprometimento da integridade das membranas celulares. A análise multivariada confirmou que a salinidade foi o principal fator discriminante dos tratamentos, sendo os melhores desempenhos fisiológicos observados sob baixa condutividade elétrica da água de irrigação. Águas de irrigação com condutividade elétrica de até 1,5 dS m⁻¹ proporcionam maior estabilidade fisiológica e preservação do aparato fotossintético em mudas de Passiflora alata. A aplicação exógena de prolina não atenuou os efeitos do estresse salino; entretanto, intervalos maiores de aplicação (12 dias) estiveram associados a menores danos à integridade das membranas celulares.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 013.554.153-06 - FRANCISCO THIAGO COÊLHO BEZERRA - UVA
Interno(a) - 034.871.574-97 - ITALO HERBERT LUCENA CAVALCANTE - UNIVASF
Externo(a) à Instituição - JULIANE MACIEL HENSCHEL