PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
3216-7058/7058

Notícias


Banca de DEFESA: IZABELE DA SILVA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IZABELE DA SILVA ROCHA
DATA: 23/02/2026
HORA: 09:30
LOCAL: meet.google.com/ima-qzfd-pfm
TÍTULO: VIOLÊNCIA, DEPRESSÃO E EXCESSO DE PESO EM MULHERES BRASILEIRAS, CONFORME A ORIENTAÇÃO SEXUAL
PALAVRAS-CHAVES: Alimentação e Nutrição. Minorias sexuais. Fatores psicossociais. Violência. Obesidade.
PÁGINAS: 67
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre violência, depressão e excesso de peso (sobrepeso e obesidade) em mulheres de minorias sexuais no Brasil. Trata-se de um estudo transversal com microdados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) - edição de 2019. Foram incluídas 44.608 mulheres heterossexuais, 326 bissexuais e 394 homossexuais que responderam às entrevistas presenciais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. A variável dependente foi o estado nutricional. As variáveis independentes foram a depressão e a violência sofrida (psicológica, física e sexual), mensuradas através de autorrelato. Os ajustes foram realizados a partir dos dados das variáveis sociodemográficas. Foram utilizados os testes de Qui-quadrado Rao & Scott e Modelos Lineares Generalizados (GLM) com distribuição logística binomial, empregando a Razão de Chances (OR) e o respectivo IC de 95%, considerando os pesos amostrais da amostragem complexa. Todas as análises foram feitas através da linguagem de programação R, por meio da interface R Studio. Minorias sexuais femininas apresentaram níveis de renda (bissexuais: 22,89%, IC95% 15,5 - 30,2; homossexuais: 22,80%, IC95% 15,8 - 29,7; heterossexuais (12,50% IC95% 11,7 - 13,2) e escolaridade (bissexuais: 39,80%, IC95% 28,7 - 50,8; homossexuais 41,12%, IC95% 34,4 - 50,7; heterossexuais: 23,59%, IC95% 22,5 - 24,6) mais altos em comparação aos seus pares. Além disso, sofreram mais violência (bissexuais: 48,55%, IC95% 40,0 - 57,0; homossexuais 37,64%, IC95% 29,5 - 45,7; heterossexuais: 18,84%, IC95% 18,1 - 19,4) e mais depressão (bissexuais: 24,61%, IC95% 17,4 - 31,8) em comparação às heterossexuais (15,78%, IC95% 15,0 - 16,5). Não houveram diferenças significativas no estado nutricional entre os grupos. As análises multivariadas demonstraram que mulheres heterossexuais com depressão tiveram maior chance de excesso de peso (OR=1,39; IC95%1,13–1,69; p<0,001), diferente das minorias sexuais (bissexuais: OR=0,32;IC95%0,07–1,4; p=0,12; homossexuais: OR=1,47; IC95%0,45–4,8; p=0,51). A experiência das mulheres na exposição a estressores sociais pode variar de acordo com a orientação sexual. As estratégias de saúde pública devem incorporar uma perspectiva interseccional para melhor captar a heterogeneidade nos resultados de saúde das mulheres.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 3305510 - MARIANA SOUZA LOPES
Externo(a) à Instituição - MAURO DIAS SILVA JÚNIOR
Presidente(a) - 1144459 - SAVIO MARCELINO GOMES