PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: RAYANNE DE ARAÚJO TORRES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAYANNE DE ARAÚJO TORRES
DATA: 17/10/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Farmácia
TÍTULO: EFEITO PREVENTIVO DA CARBOXIMETILGLUCANA EXTRAÍDA DA Saccharomyces cerevisiae SOBRE ALTERAÇÕES CORPORAIS, METABÓLICAS E CARDIOVASCULARES INDUZIDAS PELO CONSUMO DE DIETA HIPERCALÓRICA EM RATOS
PALAVRAS-CHAVES: Carboximetilglucana; Dieta Hipercalórica; Obesidade; Estresse oxidativo; Potencial antioxidante; Imunomodulação; Efeito cardioprotetor
PÁGINAS: 109
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: A obesidade é uma doença crônica multifatorial caracterizada por um elevado acúmulo de gordura corporal e um estado pró-inflamatório crônico associado a outras desordens como intolerância à glicose, dislipidemias, esteatose hepática, aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e estresse oxidativo, e elevado risco cardiovascular, sobretudo, disfunções do endotélio, agregação plaquetária e hipertensão. As dietas hipercalóricas têm sido amplamente utilizadas para indução de obesidade e complicações metabólicas em estudos experimentais, e dessa forma, permitem o estudo de novas estratégias para o tratamento de inúmeras doenças crônicas. Assim, a carboximetilglucana (CMG), um derivado semissintético da β(1→3)(1→6) glucana da Saccharomyces cerevisiae tem despertado interesse por seus efeitos imunoestimulantes e alta capacidade antioxidante. Dessa forma, o estudo avaliou os efeitos da CMG frente a alterações metabólicas e cardiovasculares, induzidas pelo consumo de dieta hipercalórica em ratos. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da UFPB (CEUA 074/2017). Ratos Wistar foram divididos em três grupos, NCT: normocalórico controle; HCT: hipercalórico controle; H-CMG: hipercalórico + CMG, o primeiro recebeu dieta padrão e solução salina, e os dois últimos receberam dieta hipercalórica, sendo o último grupo suplementado com CMG na dose 20 mg/kg/dia, durante 12 semanas. Os dados de peso e consumo alimentar foram avaliados ao longo do período experimental. A tolerância à glicose e os níveis de pressão arterial sistólica (PAS) foram avaliados na última semana e último dia de experimento, respectivamente. Ao final do estudo, foram analisados parâmetros de consumo alimentar e morfométricos, glicemia de jejum, perfil lipídico, inflamação e histologia, além dos níveis de agregação plaquetária, de estresse oxidativo e reatividade vascular. Testes estatísticos foram utilizados para verificar diferenças significativas entre os grupos (p<0.05). O tratamento com a CMG reduziu o consumo alimentar e o ganho de peso dos ratos, além de reduzir o acúmulo de gordura corporal, diminuindo os depósitos de gordura retroperitoneal e o índice de adiposidade. O acúmulo de gordura hepática também reduziu após o tratamento, evidenciado pelos testes histológicos e peso do fígado. Houve melhora do perfil glicêmico e lipêmico dos ratos, melhorando a sensibilidade à glicose e reduzindo os níveis de triglicerídeos, colesterol total e índice aterogênico. Quanto à inflamação, houve melhora significativa do estado pró-inflamatório observado nos animais do grupo HCT. O grupo H-CMG apresentou redução dos níveis de PCR, de IL-12 e da proteína quimiotática de monócitos-1 (MCP-1), e aumento da IL-10, além disso, os testes histológicos sugeriram redução da inflamação tecidual com diminuição da infiltração de células inflamatórias. O efeito cardioprotetor também foi evidenciado pela capacidade antioxidante do composto que reduziu significativamente os níveis de ROS in situ e em plaquetas, melhorando a biodisponibilidade do óxido nítrico (NO) e o vasorrelaxamento induzido pela acetilcolina (ACh). Diferenças significativas não foram observadas quanto a função contrátil, avaliada pela fenilefrina (FEN) e o vasorrelaxamento induzido pelo nitroprussiato de sódio (NPS), e a PAS não reduziu de forma significativa após o consumo da CMG. Por último, houve redução dos níveis de agregação plaquetária estimulada por agonistas biológicos como ADP (10 μM) e Éster de Forbol (PMA, 100 ng/mL), favorecendo a redução do risco cardiovascular induzido pela dieta hipercalórica. O dados do estudo fornecem importantes evidências sobre o potencial biológico da CMG em reduzir os danos provocados pelo consumo de dieta hipercalórica e desponta como estratégia terapêutica para o tratamento de doenças relacionadas à obesidade e desordens cardiometabólicas.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3366301 - ISLANIA GISELIA ALBUQUERQUE GONCALVES
Interno - 1553557 - JAILANE DE SOUZA AQUINO
Interno - 2293231 - JOSE LUIZ DE BRITO ALVES
Presidente - 3508139 - ROBSON CAVALCANTE VERAS