PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ISABELLA DE MEDEIROS BARBOSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLA DE MEDEIROS BARBOSA
DATA: 05/11/2019
HORA: 13:30
LOCAL: Auditório do Centro de Ciências da Saúde
TÍTULO: INVESTIGAÇÃO DO DESENVOLVIMETNO DE TOLERÂNCIA CRUZADA AOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE Origanum vulgare L. E Rosmarinus officinalis L. E PERDA DA CULTURABILIDADE EM CÉLULAS DE Listeria monocytogenes
PALAVRAS-CHAVES: Listeria; conservantes de alimentos; resposta adaptativa; culturabilidade, dano celular; óleos essenciais; orégano; alecrim.
PÁGINAS: 96
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: Este estudo avaliou se a pré-exposição (24, 48 e 72 h) a concentrações subletais (1/2 CIM, 1/4 CIM e 1/8CIM) de cloreto de sódio (NaCl), cloreto de potássio (KCl), ácido acético (AA) e ácido lático (AL), poderia induzir o desenvolvimento de tolerância direta a esses mesmos agentes estressores e tolerância cruzada aos óleos essenciais de Origanum vulgare L. (OEOV) e Rosmarinus officinalis L. (OERO) em diferentes cepas de L. monocytogenes. Também foi investigado se a exposição ao OEOV e OERO em PBS e em caldo carne levaria ao desenvolvimento de um estado “viável mas não cultivável” (viable but non culturable - VBNC) em células de L. monocytogenes. Os resultados do ensaio de modulação da concentração inibitória mínima (CIM) mostraram que a pré-exposição aos sais ou ácidos orgânicos testados induziu ao desenvolvimento de tolerância cruzada apenas ao OERO, uma vez que sua CIM aumentou em até 4,8 vezes para as células pré-expostas às condições de estresse. Em contraste, a CIM do OEOV para as células pré-expostas ao estresse foi até dez vezes menor do que a CIM obtida para as células não pré-expostas, indicando que não houve indução de tolerância cruzada ao OEOV. Os ensaios de sobrevivência bacteriana mostraram que o OERO diminuiu apenas as contagens de células não pré-expostas, enquanto o OEOV diminuiu a contagem tanto das células pré-expostas quanto das células não pré-expostas aos agentes estressores. O ensaio de viabilidade celular mostrou que as células de L. monocytogenes perderam sua culturabilidade após 60 ou 180 min de exposição aos OEs testados em PBS e caldo carne. As células que foram expostas ao OEOV tanto em PBS quanto em caldo carne não foram capazes de restaurar sua culturabilidade após o tratamento de recuperação em PBS adicionado de 0,2% de glicose. No entanto, as células expostas ao OERO em PBS (5 μL/mL) e caldo carne (5 e 10 μL/mL) restauraram sua cultura após 24 horas de tratamento de recuperação. Os resultados da análise de citometria de fluxo (CF) mostraram que todas as funções monitoradas em células de L. monocytogenes pré-expostas ao AA ou NaCl e tratadas com OEOV ou OERO foram afetadas, embora com intensidades diferentes. As células que apresentaram perda da culturabilidade causadas pela exposição ao OEOV ou OERO apresentaram melhorias na maioria das funções fisiológicas após o tratamento de recuperação, sendo indicativo de viabilidade celular. Esses dados indicam que a exposição a condições subletais impostas por sais ou ácidos orgânicos pode resultar no desenvolvimento de tolerância cruzada ao OERO, mas não ao OEOV e as condições de estresse causadas por ambos os OEs podem induzir um estado VBNC nas células de L. monocytogenes que, por sua vez, poderia restaurar a capacidade de se multiplicar em condições favoráveis.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2380741 - EVANDRO LEITE DE SOUZA
Externo ao Programa - 2920614 - JOSSANA PEREIRA DE SOUSA GUEDES
Externo ao Programa - 1678418 - LUCIO ROBERTO CANCADO CASTELLANO
Externo à Instituição - MARCOS ANTÔNIO DE MORAIS JÚNIOR
Interno - 2475887 - MARIA ELIEIDY GOMES DE OLIVEIRA