PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: BRUNO RAFAEL VIRGINIO DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO RAFAEL VIRGINIO DE SOUSA
DATA: 26/03/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição
TÍTULO: INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS GENÉTICOS SOD3 ARG213GLY, ACTN3 R577X E PPARα G/C SOBRE OS EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO AGUDA COM SUCO DE UVA TINTO INTEGRAL NO DESEMPENHO FÍSICO E ESTRESSE OXIDATIVO DE CORREDORES RECREACIONAIS
PALAVRAS-CHAVES: Uva roxa, antioxidante, alimento ergogênico, nutrigenética
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: Nos últimos pesquisas têm demonstrado que as uvas tintas têm contribuindo para melhoria do desempenho físico e aumento da atividade antioxidante, especialmente em atletas recreacionais. No entanto, diferença na magnitude das respostas tem sido observadas, pois uma minoria de atletas não responde a intervenção, e nos responsivos há uma variabilidade ampla na magnitude das respostas ao desempenho físico. Para esclarecer essa variabilidade avaliação de polimorfismos genéticos tem surgido como uma alternativa promissora. Nesse sentido, o presente estudo investigou se os polimorfismos SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C influenciam nos efeitos da suplementação aguda com suco de uva tinto sobre o desempenho físico e balanço redox e dano muscular em corredores recreacionais. Realizou-se ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e controlado com 47 homens corredores recreacionais (35,2 ± 8,6 anos; VO2max = 51,9 ± 7,6 ml.kg.min) randomizados para suco de uva e bebida controle (10ml/kg/dia). Coletas sanguíneas foram realizadas nos momentos basal, duas horas pós-suplementação, e imediatamente após o teste de exaustão. Foram avaliados capacidade antioxidante total (CAOT), malondialdeído (MDA), creatinaquinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), nitrito plasmático (NO), além dos polimorfismos genético SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C. Adicionalmente, avaliou-se estado nutricional, estado de humor, sono e descanso/recuperação. Observou-se que a dose única de suco, independente da genotipagem, melhorou o tempo de exaustão (3,7 minutos; p=0,03). Quanto aos biomarcadores, CAOT foi maior 2h pós suplementação (18,6%; p=0,000; d=0,67) e imediatamente pós-exercício (27,0%; p = 0,004; d = 0,47) quando comparado a condição controle. Para MDA, CK e LDH não houve diferença entre os procedimentos, Para NO, houve aumento pós-exercício (p=0,016; d=0,43) no procedimento suco de uva em comparação com o controle. Atletas com alelo G do gene SOD3 tiveram melhor desempenho no tempo de corrida até a exaustão (3,4 minutos) quando comparados aos atletas com genótipo CC, sem modificações dos biomarcadores. CAOT, MDA, CK, LDH e NO não apresentaram modificação dependente de genótipo para ambos os genes. Conclui-se que o efeito ergogênico do suco de uva é genótipo dependente, porém a proteção antioxidante apresentada não se confirmou quando subdividido por genótipos. Nossos achados confirmam a variabilidade das respostas e apontam que atletas com genótipo CG+GG obtiveram os efeitos ergogênicos do suco de uva no teste de corrida até exaustão, indicando que a nutrigenética é uma variável que merece ser considerada para o desempenho esportivo.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2338179 - ALEXANDRE SERGIO SILVA
Externo à Instituição - BRUNO GUALANO
Interno - 1860244 - DARLENE CAMATI PERSUHN