PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ÍTALO HENRIQUE RODRIGUES MARQUES FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ÍTALO HENRIQUE RODRIGUES MARQUES FERREIRA
DATA: 07/05/2020
HORA: 09:00
LOCAL: https://us04web.zoom.us/j/73078908830 ID da reunião: 730 7890 8830
TÍTULO: EFEITOS DA TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA NA SOBREVIVÊNCIA DE Salmonella enterica EM PIMENTÃO(Capsicum annuumL.)MINIMAMENTE PROCESSADO DURANTE O ARMAZENAMENTO
PALAVRAS-CHAVES: Microbiologia preditiva, salmonelose, processamento mínimo, vegetais
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: Salmonella enterica causa um elevado número de infecções humanas anualmente em todo o mundo. Dentre os alimentos envolvidos em surtos destacam-se os vegetaisminimamente pro-cessados.Opimentão, que éum commodityde mercado mundial,tem sido envolvido em surtos de salmonelose. Opresente estudo tevecomo objetivo avaliar a sobrevivência de SalmonellaTyphimurium e SalmonellaEnteritidisem pimentão minimamente processado em função da temperatura e da umidade relativade armazenamento. Para realização desse estudo, pimentões cônicos verdes foramadquiridos. Pimentões inoculados (4,5log UFC/g e 2.5 log UFC/g) foramcolocados em dessecadores contendo sal saturado (cloreto de lítio, carbonato de potássio e sul-fato de potássio) para criar ambientes de umidade relativa controlada (~15, 50, 100% UR) e armazenados a7, 14 e 21ºC. Após0h, 12h, 24h,48h, 72h, 96h, 120h e 144h,as células viáveis de Salmonellade cada sorovar foram enumeradas. Os dados foram analisados usando a equação de Baranyi e Robertse Bigelow e Estypara obtenção de regressões lineares do crescimentoe inativação microbiana.Os parâmetros cinéticos extraídos desses modelos foram ajustados em uma equação polinomial para modelos secundários capazes de prever a taxa de crescimento/ morte de S. entericaem pimentão em função dos parâmetros testados.S. enterica apresentou taxa máxima de crescimento (μmax)variando de -0,0047 a 0,0681 1/h. A maior μmax foi ob-servada em 14 e 21 ºC e emmaior UR testada (100%), enquanto o crescimento de S. entericanão foi suportado nas temperaturas mais baixas eUR testadas, independentemente do tamanho do inóculo, no entanto, na temperatura mais baixa na condição mais alta da UR, o patógeno apresentou uma taxa máxima de crescimento de 0,0123 ± 0,0016 1 /h quando testado a 2,5 log UFC/g. Na maioria das condições testadas a 2,5 log UFC/g houvecrescimento de S. enterica, entretanto, no inóculo de 4,5 log UFC/g apenas as condições que compreendem astemperaturasmais altase URtestadas suportaram o crescimento de S. entericaao longo de 144 h de arma-zenamento. As regressões lineares baseadas nosdados experimentais exibiram R2 próximo a 0,99 e uma boa previsão do μmax em função da temperatura (T) e da umidaderelativa. A inte-ração de T e URmostrou efeitos no crescimento / sobrevivência de S. enterica em pimentões inoculados a 4,5 log UFC / g.Apenas o termo quadrático de URapresentou efeitos significati-vos quando S. entericafoi inoculada a 2,5 log UFC / g. Os resultados mostram a influência da temperatura e da UR, bem como o impacto do tamanho inicial do inóculo no comportamento deS. entericaem pimentõesdurante o armazenamento. Os modelos gerados seriam ferramentas úteis para gerenciar o risco desse patógeno em pimentões
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1860341 - MARCIANE MAGNANI
Interno - 1553557 - JAILANE DE SOUZA AQUINO
Externo à Instituição - Fernanda Bovo Campagnollo