PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: MARIA PAULA DE PAIVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA PAULA DE PAIVA
DATA: 19/06/2020
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/qjs-rnwo-djt
TÍTULO: PREVALÊNCIA DE HIPOVITAMINOSE D, CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL METABÓLICO E EPIGENÉTICO DE PACIENTES FIBROCÍSTICOS E EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINA D3
PALAVRAS-CHAVES: Epigenética. Fibrose Cística. VDR. Suplementação. Vitamina D.
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: A Fibrose Cística carateriza-se com uma doença rara de caráter genético e acarreta várias intercorrências na saúde dos indivíduos afetados. Os problemas absortivos, principalmente das vitaminas lipossolúveis, dentre elas, a vitamina D é bastante relatada em pacientes fibrocísticos. Essa hipovitaminose D pode influenciar nas respostas inflamatórias do corpo, piorando o prognóstico da Fibrose Cística, como o aumento das exacerbações pulmonares e piora no quadro inflamatório. O gene VDR ( receptor da vitamina D) tem papel crucial no metabolismo e expressão gênica da vitamina D, e através das variabilidades genotípicas e mecanismos epigenéticos podem alterar a resposta do metabolismo da vitamina D3. Alguns estudos já comprovam polimorfismos no gene VDR, e a influência sobre a deficiência ou suplementação de calcitriol,porém são inexistentes dados sobre o processo de metilação influenciada pela suplementação em pacientes com Fibrose Cística. Diante disso o objetivo do presente estudo foi avaliar a hipovitaminose D, caracterizar o perfil metabólico, epigenético de crianças e adolescentes fibrocísticos e o efeito da suplementação com a vitamina D3, além de analisar a prevalência do polimorfismo BsmI do gene VDR. Foi realizado um ensaio clínico envolvendo 12 pacientes de ambos os sexos, com faixa etária de 8 a 21 anos, portadores de Fibrose Cística no Município de João Pessoa, submetidos há exames bioquímicos e nutricionais, consumo alimentar, indicadores inflamatórios e do estresse oxidativo e extração de DNA, para a metilação e após a determinação da prevalência da hipovitaminose D, quatro participantes foram suplementados com megadose de vitamina D3, resubmetidos a todos os exames. Os dados foram avaliados com os testes t pareado, Mann- Whitney e Wilcoxon, no software SPSS® versão 25. A prevalência de insuficiência/deficiência de 25(OH)D foi de 58,3%, e cerca de 83,33 % da amostra foi caracterizada com baixo peso/idade. Foram encontradas diferenças significativas entre os indivíduos com suficiência e deficiência/insuficiência com níveis séricos aumentados de TGP (p= 0,05), ácido úrico (p= 0,02) e glicemia (p=0,02), e nos suplementados, houve um aumento nos níveis de 25(OH)D(18,30 ng/dL para 34,10 ng/dL) sem alteração significativa nos marcadores renais e hepáticos, e não foram relatadas diferenças nos perfis inflamatórios,oxidativo e epigenéticos. O baixo consumo de vitamina D3, cálcio e doadores metil, como por exemplo as vitaminas do complexo B, foram abrangentes, e para a genotipagem para o polimorfismo BsmI foi observada a presença do alelo “b”,em seis dos deficientes/insuficientes, em comparação com o genótipo homozigose“B”.Diante disso, conclui-se que possivelmente a metilação não influencia na expressão do gene VDR em relação às dosagens séricas da vitamina D, e que a suplementação não foi capaz de alterar esse mecanismo genético e os perfis inflamatórios e oxidativos, mesmo atingindo adequação na sua concentração nestes pacientes.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2338179 - ALEXANDRE SERGIO SILVA
Presidente - 335378 - MARIA DA CONCEICAO RODRIGUES GONCALVES
Externo ao Programa - 1812740 - NAILA FRANCIS PAULO DE OLIVEIRA