PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: DANIELI CRISTINA SCHABO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELI CRISTINA SCHABO
DATA: 29/06/2020
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/vbi-nixb-xzq
TÍTULO: AFLATOXINAS EM CERVEJAS ARTESANAIS: UMA ABORDAGEM PREDITIVA DA PRODUÇÃO DURANTE A MALTEAÇÃO DE TRIGO
PALAVRAS-CHAVES: Aspergillus flavus; micotoxina; malte de trigo; modelagem; cerveja.
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO: A produção de aflatoxinas (AFs) durante a malteação representa um risco potencial de contaminação da cerveja. Espécies de Aspergillus e Penicillium foram isoladas de 40 amostras de cereais maltados/não maltados utilizados na produção de cervejas artesanais e caracterizados quanto ao potencial toxigênico. A. flavus, produtor de AFs foi selecionado para malteação de trigo utilizando condições padrão (grau de maceração de 45%, germinação em 14,5±0,5°C e 95-98% de umidade relativa e secagem por 16h a 50°C, 1h a 60°C, 1h a 70°C e 5h a 80°C) para verificação de AFs em 11 etapas. O mesmo isolado foi inoculado em trigo para malteação em diferentes condições de maceração (41-47%), temperatura (13-19°C) e tempo de germinação (48-120h) para verificar a produção de AFs no malte em função destas condições. A prevalência e concentração de micotoxinas em cervejas consumidas mundialmente foi avaliada por meio de uma revisão sistemática seguida de meta-análise. Aspergillus seção Nigri unisseriado (n=1) e A. flavus (n=1) foram isolados de trigo e Aspergillus seção Nigri unisseriado (n=1) foi isolado de malte de trigo. Penicillium sp. (n=2), P. citrinum (n=5), A. seção Nigri unisseriado (n=2) e bisseriado (n=1) e A. tamarii (n=1) foram isolados de malte de cevada. Todos isolados de P. citrinum foram caracterizados como produtores de citrina e A. flavus como produtor de AFB1 e AFB2. Durante a malteação em condições padrão, AFB1 e AFB2 foram produzidas em concentrações de 229,35-455,66 μg/kg e 5,65-13,05 μg/kg, respectivamente. Somente AFB2 aumentou durante a maceração, enquanto somente AFB1 diminuiu durante a germinação. AFB1 e AFB2 diminuíram no final da secagem (80°C). Ao final da malteação níveis de 240,46 μg/kg AFB1 e 6,36 μg/kg AFB2 permaneceram no malte. Quando diferentes condições foram testadas, as AFs foram produzidas em todas as condições testadas, sendo AFB1 em níveis entre 15,78±3,54 µg/kg (41%ST, 13°C, 48h) e 284,66±44,34 µg/kg (47%ST, 19°C, 120h). Os dados foram transformados e ajustados a uma regressão linear que explicou 84% dos dados. Conforme o modelo obtido [sqrt (AFB1) = ̶ 4,799002 + 0,371135T + 0,100009t], AFB1 aumenta com o aumento da temperatura ou do tempo de germinação. O grau de maceração não teve efeito nos níveis de AFB1 do malte. A meta-análise de 6030 amostras de cerveja, mostrou que a prevalência mundial de micotoxinas em cervejas é de 31% (IC 95%=27-35%; I2=91%, p=0) e maior prevalência em países da Europa [46% (95% CI=40-52%)]. Ocratoxina A (56%), fumonisinas (54%) e desoxinivalenol (46%) são prevalentes e AFs estão presentes em 11% das cervejas mundial já testadas. A concentração média de micotoxinas em cervejas é de 10,17 µg/L (IC 95%=8,16-12,67 µg/L; I2=100%, p=0). As maiores concentrações já registradas foram nos países da África 73,95 µg/L (IC 95%=46,27-118,20 µg/L) e compreenderam desoxinivalenol [2,94 µg/L (95% CI=14,20-51,14 µg/L)], AFs [25,28 µg/L (95% CI=10,17-62,82 µg/L)] e fumonisinas [23,19 µg/L (95% CI=15,66-34,34 µg/L]. A produção de AFs ocorre durante a mosturação dos grãos, porém é influenciada pela temperatura e tempo de germinação dos grãos. A ocorrência de micotoxinas em cervejas evidenciam a necessidade de limites regulatórios, em especial nas cervejas artesanais.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDERSON DE SOUSA SANT''''''''''''''''ANA
Externo à Instituição - ELIANA BADIALEFURLONG
Interno - 1553557 - JAILANE DE SOUZA AQUINO
Presidente - 1860341 - MARCIANE MAGNANI
Interno - 2475887 - MARIA ELIEIDY GOMES DE OLIVEIRA