PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: DIEGO ARISTÓFANES DIAS DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIEGO ARISTÓFANES DIAS DE SOUSA
DATA: 03/11/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala virtual: https://meet.google.com/ycn-ogpy-euw
TÍTULO: Materiais de mudança de fase (PCM) no condicionamento passivo de habitações no Semiárido Brasileiro
PALAVRAS-CHAVES: Material de Mudança de Fase. Inércia Térmica. Semiárido Brasileiro. Simulação Termo Energética do Edifício. Conforto Adaptativo. Histerese de Mudança de Fase
PÁGINAS: 182
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Arquitetura e Urbanismo
RESUMO: Este trabalho possui como objeto de estudo paredes externas de habitações condicionadas naturalmente no contexto do Semiárido Brasileiro. Foca, especificamente, na promoção de Inércia Térmica para resfriamento a partir da aplicação de materiais com grande capacidade de armazenamento calor latente, os Materiais de Mudança de Fase ou Phase Change Materials (PCM). A pesquisa possui natureza exploratória e abordagem quantitativa, cujos procedimentos metodológicos constituem a revisão de literatura, simulação computacional e coleta e análise sistemática de dados. Essa se ampara em softwares de simulação termo energéticas do edifício (especificamente o EnergyPlus 9.2) e dados de arquivos climáticos, bem como ferramentas estatísticas para análise de dados e plataformas de programação visual de algoritmos para automatização de processos computacionais (Grashopper + Ladtbug + Honeybee). As simulações levaram em conta o modelo computacional de um quarto em um edifício multifamiliar de interesse social, simulando propriedades de materiais, cargas internas e rotina de abertura de janelas específicas. As propriedades térmicas do Octadecano (C18H38) foram utilizadas como referência para o PCM das simulações, considerando sua histerese da mudança de fase. A partir do modelo do quarto e de arquivos climáticos de municípios do Semiárido Brasileiro, dados de fluxo energético e temperatura superficial das paredes externas foram obtidos, bem como o cálculo da estimativa do Percentual de Conforto anual (modelo adaptativo). Nas análises de cada município, três fatores foram levados em conta quanto à implementação do PCM às paredes: orientação (posição nas faces externa ou interna); espessura da camada PCM (5 a 20 mm, com intervalo de 5 mm); e temperatura de fusão (19 a 31 °C, com intervalo de 2 °C). Os resultados das simulações para cada combinação de fatores foram comparados ao resultado de um quarto com paredes sem PCM. Nas circunstâncias estudadas, os resultados demonstraram que: paredes externas com PCM na face exterior apresentam maior Inercia Térmica, com efetiva redução dos ganhos de calor; as paredes com camada PCM 20mm apresentaram maior Inércia Térmica; uma maior Inércia Térmica nas paredes não guarda relação direta com o aumento de conforto ambiental, estimando-se que cerca de 23% dos municípios do Semiárido Brasileiro sejam prejudicados com o uso de PCMs; e que a Temperatura Média Anual é um fator ambiental mais determinante que a Amplitude Diária Média na predição da contribuição dos PCMs para o Incremento do Conforto. Apesar de não apresentar resultados otimistas quanto à incorporação de PCMs no contexto estudado, este trabalho contribui com a ampliação do escopo de estudos sobre aplicação de PCMs em um contexto tropical, levando em conta um ambiente condicionado por meio da ventilação natural e abarcando a realidade das habitações de interesse social brasileiras. O estudo também constitui uma adição ao até então reduzido número de pesquisas que simulam o efeito da histerese de PCMs sobre o desempenho térmico do edifício com o programa EnergyPlus
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1346053 - ALUISIO BRAZ DE MELO
Interno - 1790856 - CARLOS ALEJANDRO NOME SILVA
Interno - 013.976.458-57 - LUCILA CHEBEL LABAKI - UFPB
Externo à Instituição - RAONI VENANCIO DOS SANTOS LIMA