PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

[1] Histórico

O Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo integra o Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba, localizado em João Pessoa-PB. Neste contexto, e naquele mais amplo da região geográfica em que está inserido, o PPGAU UFPB integra uma realidade que, desde o ponto de vista das estatísticas socioeconômicas, posiciona-se no terço inferior da classificação nacional relativo ao Índice de Desenvolvimento Humano [IDH], quanto à renda média especialmente. Ou seja, considerando o conjunto de 27 estados da federação brasileira, o Estado da Paraíba se posiciona na 20ª colocação no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH [PNUD, 2017], com 0,722, e 22º posição em relação ao índice de Rendimento Nominal Mensal domiciliar per capita, com o valor IDH-R de 0,656. Esses fatos reforçam a necessidade da presença da pós-graduação no estado, este com aproximadamente 4,02 milhões de habitantes [IBGE, 2019], como suporte científico, de ensino e de pesquisa aplicada sobre as demandas sociais, econômicas, ambientais e tecnológicas no campo da arquitetura, urbanismo, planejamento, construção civil e áreas afins. Do total de egressos do PPGAU, 88% são da região Nordeste.

O PRIMEIRO CURSO SUPERIOR [1934]

O primeiro curso superior no estado da Paraíba foi o de Agronomia, oferecido pela Escola de Agronomia do Nordeste, fundada em 1934 na cidade de Areia. Em 1955, com a agrupação de vários cursos isolados, foi fundada a Universidade da Paraíba, administrada pelo governo do estado.

A UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA [1960]

A Universidade Federal da Paraíba [UFPB] foi fundada em 1960 e completa seus 60 anos de fundação no dia 13 de dezembro de 2020. A UFPB, desde sua fundação, apresenta uma estrutura multicampi em até sete cidades do Estado. A partir de 2002, com o desmembramento de quatro dos seus sete campi, criou-se a Universidade Federal de Campina Grande [UFCG] e a partir de então a UFPB ficou composta pelos campi de João Pessoa [capital], Areia, Bananeiras e mais tarde também o campus do Litoral Norte do Estado, abrangendo os municípios de Mamanguape e Rio Tinto. Atualmente a UFPB tem 124 cursos de graduação e 106 cursos de pós-graduação. Na pós-graduação são cerca de 5 mil alunos e 1 mil professores. O PPGAU UFPB, com sede em João Pessoa, Campus 1, é o único programa de pós-graduação no estado a oferecer a formação de mestres e doutores na área de Arquitetura e Urbanismo.

A GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA [1974]

O Curso de Arquitetura e Urbanismo foi criado em dezembro de 1974 como apêndice do Curso de Engenharia Civil do Centro de Tecnologia da UFPB, e iniciou suas atividades no primeiro semestre letivo de 1975, tendo como base de funcionamento a estrutura curricular que previa uma duração de no mínimo oito e no máximo doze semestres. Criaram-se, nesse mesmo ano, a Coordenação do Curso e o Departamento de Arquitetura e iniciou-se a primeira reformulação curricular com o objetivo de criar um curso de arquitetura independente, eliminando o seu caráter de apêndice do Curso de Engenharia Civil.

O CURSO DE MESTRADO [2008]

O curso de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, e a definição das áreas e linhas de pesquisa, surge de uma demanda natural de crescimento e necessidade de articulação entre pesquisadores individuais e grupos de pesquisa vinculados ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo [Profa Nelci Tinem; Profa Elisabetta Romano; Profa Jovanka Baracuhy Cavalcanti; Profa Maria Berthilde Moura] e destes com outros departamentos também integrantes do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba. Nasce, portanto, de um núcleo de professores e pesquisadores já integrados aos cursos de pós-graduação dos Departamentos de Engenharia Civil e Engenharia de Produção [Prof. Édson Ribeiro; Prof. Hélio Costa Lima; Prof. Celso Luiz Pereira Rodrigues; Prof. Francisco Gonçalves; Prof. José Augusto Ribeiro da Silveira; Prof. Aluísio Braz de Melo] e outros Centros da UFPB, onde destacam-se inicialmente os cursos de História e Geografia [Profa Regina Célia Gonçalves e Profa Doralice Sátyro Maia]. Deste núcleo fundacional do PPGAU UFPB, continuam integrando o Quadro Docente os professores Aluísio Braz de Melo, José Augusto Ribeiro da Silveira e as professoras Doralice Sátyro Maia e Jovanka Baracuhy Cavalcanti] como Professores Permanentes do Neste contexto, o Mestrado em Arquitetura e Urbanismo é constituído como uma estrutura de pós graduação para dar apoio a uma demanda natural existente, formada por professores e pesquisadores cujo perfil produtivo já apresentava experiência de ensino e maturidade na produção científica, em nível de pós graduação. A estrutura curricular inicial, portanto, teve o suporte de um Corpo Docente formado por 15 Professores Permanentes e 2 Professores Colaboradores, doutorados há mais de cinco anos em prestigiosas instituições de pós-graduação do Brasil [São Paulo, Brasília, Recife] e exterior [Portugal, Espanha, França, Canadá, Estados Unidos e Inglaterra]. Tais docentes apresentavam formação e experiência diversificadas, seja na própria área de Arquitetura e Urbanismo, seja em áreas afins como Planejamento Urbano e Regional, Geografia, Engenharia e História. Essa diversidade em relação à formação e composição conferiu dinamismo às atividades acadêmicas das áreas do curso e às suas respectivas linhas de pesquisa. Esta característica da origem, em 2008 do curso de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo da UFPB se consolidará, durante os anos seguintes, com a incorporação de colaboradores de outros Centros e outras disciplinas afins, notadamente das áreas de Letras e Artes. A definição das Linhas de Pesquisa do PPGAU, portanto, resultam das investigações e da produção intelectual de seus professores no âmbito departamental, também registradas no Grupos de Pesquisa do Diretório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, certificadas e avaliadas anualmente pela Pró Reitoria de Pós Graduação da UFPB. Procurou-se deste modo, contemplar uma visão integrada dos conhecimentos das áreas de teoria e história do projeto, de preservação do patrimônio, de conforto ambiental, de tecnologias informatizadas e de tecnologia da construção, agregando a experiência de diversos profissionais [arquitetos, historiadores, urbanistas, engenheiros e geógrafos] nos processos de projeto de arquitetura e urbanismo. Esses grupos de pesquisa estavam vinculados a laboratórios ou núcleos pertencentes a um ou mais Departamentos e/ou Centros e faziam parte de sua composição professores e profissionais pertencentes a diversas instituições. Neste contexto, estavam os seguintes grupos de pesquisa: [1] Materiais de Construção - convencionais e não convencionais [criado em 2003], [2] Projeto e Memória [criado em 2005]. [3] Qualidade Ambiental e Qualidade de Vida Urbana [criado em 2006], [4] História da Cidade e dos Processos Urbanos [2006], [5] Conforto no Ambiente Construído [criado em 2006].

Esses grupos constituíram as bases do PPGAU e orientaram duas áreas de concentração, cada uma delas com duas linhas de pesquisa, que existiram até a primeira metade de 2014: A ÁREA I – Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo, tinha como objeto a tecnologia aplicada ao produto e a tecnologia aplicada ao processo. A essa Área de Concentração correspondiam as Linhas de Pesquisa [1] Tecnologias e Materiais da Arquitetura e [2] Qualidade Ambiental Urbana e do Edifício. A LINHA [1] Tecnologias e Materiais da Arquitetura, estudava os aspectos específicos relativos à tecnologia da arquitetura que dizem respeito à qualidade do projeto, aos padrões construtivos e à forma, erudita ou popular, de fazer arquitetura. Analisava também o emprego de materiais alternativos de construção de baixo custo. Estiveram vinculados diretamente a esta linha de pesquisa o Laboratório de Ensaio de Materiais e Estruturas [LABEME] e o Laboratório Integrado de Modelos Analógico-Digitais [LIMAD], com projetos de pesquisas e extensão diversos. Atuaram nessa Linha de Pesquisa os professores já aposentados Dr. Hélio Costa Lima, Dra. Elisabetta Romano e Dra. Elisângela Pereira da Silva. O professor Dr. Aluísio Braz de Melo, também atuante nessa linha de pesquisa, continua como membro do Quadro Permanente do Programa. A LINHA [2] Qualidade Ambiental Urbana e do Edifício, objetivava a análise do espaço construído, com particular ênfase na infraestrutura urbana, nas áreas verdes e na salubridade, para definir os indicadores de qualidade de vida urbana. No que se refere ao edifício, estudava questões como a vibração e/ou ruído, a circulação do vento e os efeitos térmicos correlacionados, a iluminação natural e artificial, enfocando também a eficácia da edificação do ponto de vista do consumo energético. Também se inseriam nessa linha os estudos de acessibilidade e de ergonomia/antropometria. Estiveram vinculados diretamente a esta linha de pesquisa até 2014 o Laboratório do Ambiente Urbano e Edificado [LAURBE], o Laboratório de Conforto Ambiental [LABcon], o Laboratório de Acessibilidade [LACESSE] e o Laboratório de Estudos Urbanos [LEU]. Atuaram nessa Linha de Pesquisa os professores Dr. José Augusto Ribeiro da Silveira, Dra. Solange Maria Leder, Dr. Aluísio Braz de Melo, Dra. Doralice Sátyro Maia e Dra. Angelina Dias Leão Costa. Todos ainda membros do Quadro Permanente do Programa. A ÁREA II – HISTÓRIA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO tinha seu foco no conhecimento da história da arquitetura e do urbanismo como uma importante ferramenta de trabalho para a compreensão e a intervenção sobre o pré-existente, para a preservação da memória e para as reflexões teóricas sobre as perspectivas da arquitetura como campo de conhecimento. Visava o entendimento do processo de construção das cidades e da arquitetura, considerando as dimensões formais, materiais, sociais e simbólicas. Fornecia subsídios para a definição de estratégias de gestão, construção, reforma, conservação e acesso ao patrimônio cultural. A essa Área de Concentração correspondiam as Linhas de Pesquisa [3] Projeto e Memória e [4] Arquitetura e Análise do Projeto. A LINHA [3] Projeto e Memória compreendia as pesquisas que têm como objetivo reunir conhecimentos sobre a produção da arquitetura e dos espaços urbanos, a partir de enfoques diversos como a construção da memória através de testemunhos orais e de documentos escritos, gráficos e fotográficos, de inventário/registro de edificações e espaços urbanos. A meta a que se propunha era criar bases de dados sobre a arquitetura e o urbanismo e promover a reflexão teórica sobre a inserção dessa produção em um contexto mais abrangente. Estiveram vinculados diretamente a esta linha de pesquisa até 2014 o Laboratório de Pesquisas Projeto e Memória [LPPM], o Laboratório de Estudos sobre Cidades, Culturas Contemporâneas e Urbanidades [LECCUR] e o Laboratório de Estudos Urbanos [LEU]. Atuaram nessa Linha de Pesquisa os professores Dr. Hélio Cavalcanti da Costa Lima [aposentado], Dra. Doralice Sátyro Maia, Dra. Regina Célia Gonçalves, Dra. Maria Berthilde de Barros Lima Moura Filha, Dr. Marcio Cotrim Cunha e Dra. Nelci Tinem. Dentre estes, estão afastados os professores Dr. Hélio Cavalcanti da Costa Lima [aposentado] e Dra. Nelci Tinem [falecida]. A LINHA [4] Arquitetura e Análise do Projeto visava estudar a história da arquitetura por meio da análise de seus exemplares paradigmáticos, de seus processos constitutivos e de seus elementos estruturais, funcionais e simbólicos para entender a inserção da produção de determinados momentos específicos na construção dessa mesma história da arquitetura. Esteve vinculado diretamente a esta linha de pesquisa até 2014 o Laboratório de Pesquisas Projeto e Memória [LPPM]. Atuaram nessa Linha de Pesquisa os professores Dr. Hélio Cavalcanti da Costa Lima, Dr. Arivaldo Leão de Amorim, Dr. Marcio Cotrim, Profa. Dra. Nelci Tinem, Dra. Sônia Marques e Dra. Maria Berthilde de Barros Lima e Moura Filha. Dentre estes, estão afastados os professores Dr. Hélio Cavalcanti da Costa Lima [aposentado] e Dra. Nelci Tinem [falecida].

A REESTRUTURAÇÃO [2011]

O histórico do processo de reavaliação da estrutura curricular do Curso de Mestrado iniciou-se em 2011, como base para a proposta de criação de um curso de doutorado para 2013. A fundamentação para esse processo de reestruturação se deu a partir da realização do 1º Seminário de Integração do PPGAU UFPB, realizado em setembro de 2011. Neste seminário foi possível montar e discutir o quadro relativo ao estado histórico e presente de pesquisas, disciplinas, orientações e produção científica de professores e mestrandos do Programa. Este quadro apontou diversas perspectivas e desafios da área de Arquitetura e Urbanismo e, consequentemente, a necessidade de reestruturação das áreas e linhas de pesquisa do próprio programa, acenando, desta forma, para o desejo de atualização com relação ao cenário nacional e internacional. A partir dos debates iniciados neste 1º Seminário de Integração do PPGAU UFPB e com a formação de uma comissão de professores do programa encarregados de dar continuidade às discussões, caminhou-se em direção à junção das duas áreas em uma única, que, a um só tempo fizesse frente às problemáticas urbanas/arquitetônicas contemporâneas e contemplasse todos os projetos de pesquisa e extensão em andamento naquele momento.

As avaliações e propostas resultantes do 1º Seminário de Integração do PPGAU UFPB foi apresentada e aprovada em Assembleia. Sendo assim, o Colegiado do programa indicou a substituição das duas áreas de concentração originárias [ÁREA 1 - Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo e ÁREA 2 - História da Arquitetura e Urbanismo], por uma única e denominada ARQUITETURA E CIDADE: PROCESSO E PRODUTO.

A nova área, evitando as divisões específicas de conhecimento, trata o objeto [arquitetônico e urbanístico] enquanto parte constitutiva de um processo complexo de concepção, materialização e apropriação. O que definiria a sua especificidade seriam os diferentes enfoques analíticos exigidos pelas diferentes escalas e problemáticas impostas: configuracionais, históricas, político-econômicas, ambiental e socioespacial, imagéticas e culturais. Assim, a área única passou a abranger todas as pesquisas desenvolvidas pelos grupos e laboratórios de pesquisa vinculados ao programa nos quais, em sua pluralidade de referências teórico-metodológicas, encontraria na observação do processo projetual, de produção, de apropriação e da qualidade final da arquitetura e da cidade seu principal eixo de sustentação e convergência. Deste modo, a partir de 2014, a área ARQUITETURA E CIDADE: PROCESSO E PRODUTO passou a abrigar as linhas de pesquisa [1] Produção e apropriação do edifício e da cidade, [2] Projeto do edifício e da cidade e [3] Qualidade do ambiente construído.

A LINHA [1] Produção e apropriação do edifício e da cidade tem o objetivo de estudar as formas de produção da cidade e do edifício a partir de diversas possibilidades de análise – morfológica, histórica, político-econômica, ambiental e sócio espacial – e de apropriação dos seus espaços – com enfoque nas questões patrimoniais, imagéticas e culturais.

A LINHA [2] Projeto do edifício e da cidade, visa estudar o projeto em suas diversas escalas [urbanística e arquitetônica] buscando este conhecimento a partir da sua análise configuracional associada à observação dos processos de concepção e apropriação, com ênfase nos aspectos socioculturais, históricos, historiográficos, simbólicos e ligados à tecnologia da informação.

A LINHA [3] Qualidade do ambiente construído, tem como objetivo a avaliação e análise do ambiente construído, com particular ênfase na qualidade de projeto e nas questões de conforto (térmico, lumínico, acústico e ergonômico), mobilidade, acessibilidade e tecnologia e materiais construtivos. Finalmente, e a partir do resultado destes resultados, surge a proposta de um curso de doutorado que, atendendo à demanda crescente pela continuidade da capacitação, contribuísse também para o crescimento do programa.

O CURSO DE DOUTORADO [2013]

A criação do Doutorado em Arquitetura e Urbanismo, impulsionado desde 2011, se concretiza com a aprovação da proposta pela CAPES em setembro de 2013. O início do Doutorado com a primeira turma em agosto de 2014, mais que um simples avanço quantitativo na oferta de mais uma modalidade de curso, configura-se como base para a efetiva criação de um Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPB. Ou seja, se até então existia um curso isolado de Mestrado Acadêmico, com a criação do Doutorado Acadêmico também se estabelecem as estruturas necessárias para o Programa de Pós-graduação, entendido como o abrigo acadêmico para as diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão necessárias ao desenvolvimento de quadros de excelência a partir de suas diferentes modalidades de ensino. Neste sentido, e mais uma vez repetindo uma de suas características vocacionais de origem, o Programa nasce a partir de uma demanda interna por um maior crescimento do potencial de ensino e pesquisa do seu quadro de professores e colaboradores. Atende, portanto, a criação de condições que permitiriam o aproveitamento do potencial de seu quadro docente e da demanda crescente por uma estrutura de ensino capaz de atender as demandas por formação qualificada de doutores em Arquitetura e Urbanismo, até então inexistente no Estado da Paraíba. Neste caso, e também como no caso da criação do Mestrado, foram estabelecidas pontes de articulação e atração de professores e pesquisadores de cursos de doutorado com maior tradição e experiência, como aqueles da Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de pesquisadores de instituições estrangeiras, como forma de garantir os níveis de excelência necessários.

A CONSOLIDAÇÃO [1] - PPGAU UFPB ANO 10 [2018]

No aniversário de 10 anos [2018] da criação do Curso de Mestrado, registram-se 84 mestres formados, os primeiros 3 doutores, 18 pós-doutorados e 9 professores visitantes. A comemoração foi marcado por uma série de jornadas de reflexões e debates, que tiveram como objetivo principal obter uma maior aderência entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão do programa com suas Linhas de Pesquisa. Como resultado, a oferta de disciplinas foi repensada e estruturada tendo como objetivo principal dotar as linhas de um conjunto bem articulado de disciplinas visando o fortalecimento de suas características e um maior suporte aos projetos de pesquisa dos mestrandos e doutorandos. Ou seja, eliminando a oferta fragmentada, mesmo que qualificada, e criando um núcleo de disciplinas estruturantes e fortemente aderentes a cada Linha de Pesquisa e às demandas dos estudos a elas vinculados. Por outro lado, o impacto regional do PPGAU tem se consolidado, estabelecendo fortes laços de pesquisa e colaboração entre instituições de ensino de nível superior dos estados de Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, notadamente as instituições federais [UFBA, UFPE, UFRN, UFCG]. A nível nacional se destacam as colaborações com a UnB, USP, UFU, UFJF, UFSC, UFPI, UFPEL, com pesquisas e cursos ofertados por docentes de várias instituições, ou mesmo nos fluxos de mestrandos e doutorandos provenientes desses, de Estados mais distantes, ou mesmo estrangeiros.

A CONSOLIDAÇÃO [2] – INTERNACIONALIZAÇÃO

A característica interdisciplinar, que está na origem do Mestrado, e aquela interinstitucional, que está na formação do Doutorado, são parte da vocação de articulação que o Programa tem estabelecido como maneira de superar limites estruturais e funcionais característicos de uma Instituição com poucos recursos financeiros e de relativo isolamento geográfico. Desta maneira, a Internacionalização das atividades do Programa se adere a uma demanda natural de crescimento e consolidação, resultante da qualidade da formação desejada e da ambição da produção científica de seus quadros. Se articula a partir das atividades internas dos laboratórios de pesquisa e dos interesses de qualificação permanente do quadro docente. A internacionalização, como no caso da aderência das disciplinas às Linhas de Pesquisa, se estabelece como formas naturais de fortalecimento e posta ao dia do estado da arte no âmbito das atividades de ensino, pesquisa e extensão do Programa.
A internacionalização, portanto, está presente desde a origem do programa. No entanto, com a criação do Doutorado em 2013 as atividades de ensino e pesquisa do programa apresentam um forte incremento no número e na qualidade das articulações com Instituições internacionais de excelência nas suas três linhas de pesquisa, de forma contínua e sustentada pela formação de redes e parcerias nas diferentes modalidades: formação, ensino, pesquisa e outras atividades relacionadas com a disseminação e o debate científico. O intercâmbio de pesquisadores (doutorandos, co-tutela de teses, pós-doutorandos, trânsito de professores e pesquisadores visitantes, convênios e cooperações diversas) acabaram por fortalecer as relações internacionais do PPGAU nos últimos 7 anos. Ações de comunicação e promoção das atividades do Programa, como também de colaboração científica (cotutela, coprodução) ou ainda de captação para novos projetos em parceria (culminando com a realização de eventos, cursos de extensão, estágios e/ou intercâmbios de alunos e professores) visam reforçar a busca por novas colaborações interinstitucionais bem como consolidar projetos já estabelecidos, reforçadas com o ingresso do PPGAU junto ao programa nacional Capes-Print, selecionado entre os 79 programas de pós-graduação da UFPB em decorrência dos seus diversos convênios e ações de internacionalização comprovados.
Os esforços realizados nesta direção têm favorecido a procura progressiva, pelo Programa, por parte de profissionais, pesquisadores e professores estrangeiros, ou ainda por parte de alunos especiais e/ou ouvintes com pretensões de postular a vagas de estágio ou no processo seletivo. Nos últimos 10 anos, a produção científica e de eventos teve um grande índice de internacionalização, envolvendo 11 países e mais de 20 universidades/instituições de pesquisa. De fato, este processo de internacionalização do PPGAU UFPB está entre os principais objetivos do programa. Neste sentido, o estímulo aos intercâmbios nacionais e internacionais, bem como o fortalecimento das cooperações e convênios, aparecem como estratégias privilegiadas para o Programa.