PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA (PPGH)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: DIEGO CHAVES RAMOS SAMPAIO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIEGO CHAVES RAMOS SAMPAIO
DATA: 16/12/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Virtual Google Meet
TÍTULO: ESOTERISMO OCIDENTAL E NOVA ERA: a tradição inventada presente na trajetória da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) no Recife/PE (1959-1981)
PALAVRAS-CHAVES: Esoterismo Ocidental; Nova Era; AMORC; Tradição Inventada.
PÁGINAS: 227
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Esta dissertação tem como objetivo compreender a tradição inventada presente na trajetória da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) na cidade do Recife, durante o recorte temporal de 1959 a 1981. Justificamos a escolha deste período por abranger a fundação do grupo, na denominação de Pronaos (1959), a sua elevação para Capítulo (1962) e a expansão para a Loja (1971). Podemos dizer que a consolidação do grupo na Capital Pernambucana ocorreu no período entre 1971 a 1980, momento de intensas atividades se comparado aos períodos anteriores. Consideramos importante a abordagem da História Cultural das Religiões no entendimento de Agnolin, Da Matta, Carlos André Silva, Elaine Moura e Benatte para analisar o fenômeno religioso, pois entendemos a Religião como produto cultural do seu tempo. O período abordado nesta pesquisa se relaciona com o movimento da Contracultura, iniciado na década de 1960 por jovens que criticaram os valores morais vigentes. Tais questionamentos refletiram na espiritualidade, na busca por explicações fora das religiões judaico-cristã. Este fenômeno ao atingir o campo espiritual é compreendido pelos historiadores do Esoterismo como o movimento Nova Era, cujo contexto levou os atores sociais ao contato com ideias esotéricas difundidas nos livros, músicas e em trechos de jornais. Enxergamos a AMORC como um grupo ligado ao Esoterismo Ocidental, este que é definido como uma tradição de pensamentos presentes no Ocidente desde o período Renascentista. Esta pesquisa nos leva a entender como a Nova Era favoreceu à difusão do Esoterismo, contribuindo para influenciar a expansão da AMORC. Constantou-se por meio dessa dissertação que a AMORC procurava legitimar seus ensinamentos através da sua “origem tradicional”, a qual faz alusão a civilizações e acontecimentos com as quais teria, segundo sua crença, mantido ligações. Ao se presentar dessa forma, procurava se distinguir das demais ordens esotéricas pela autenticidade com que ela afirmava transmitir os conhecimentos sobre o Esoterismo e o Rosacrucianismo. Encaramos este fato pelo entendimento de E. Hobsbawm como uma Invenção da Tradição, onde nosso trabalho se pautou a identificar os elementos presentes dessa Tradição Inventada pela AMORC durante a sua trajetória na cidade do Recife, a exemplo de festividades relacionadas com o Egito Antigo, como a Festa da Pirâmide, o Ano Novo Rosacruz, além de palestras, eventos sociais e propagandas nos jornais. Nosso referencial teórico em E. Hobsbawm também contextualizou as mudanças culturais nas décadas de 1960-81, bem como os trabalhos de Amauri Pereira, Magnólia Silva e Silas Guerriero que nos permitiram compreender a Nova Era e a sua presença em território brasileiro. O entendimento sobre o Esoterismo Ocidental foi baseado nas visões de Antoine Faivre e Wouter Hanegraaff. Nossa metodologia se pautou no cruzamento de documentações privadas, disponíveis na atual Loja Recife - envolvendo atas de reunião, relatórios anuais, cartas, fotografias - para com os periódicos disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, especificamente, o Diário de Pernambuco.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - Carlos André Silva de Moura
Presidente - 2240110 - PRISCILLA GONTIJO LEITE
Interno - 3126590 - TELMA CRISTINA DELGADO DIAS FERNANDES