PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA (PPGH)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Apresentação

Imagem de apresentação do programa

Apresentação

O Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), aprovado em 2003 pelos órgãos deliberativos da UFPB, reconhecido e credenciado pela CAPES em novembro de 2004, constitui-se como Mestrado Acadêmico, com Área de Concentração denominada História e Cultura Histórica, que expressa a articulação entre o processo histórico, a produção do conhecimento e a sua transmissão, desdobrando-se em duas linhas de pesquisa: História e Regionalidades e Ensino de História e Saberes Históricos.

  

Área de Concentração: História e Cultura Histórica

A área de concentração “História e Cultura Histórica” caracteriza-se por estimular e abarcar investigações que abordem as múltiplas formas de produção, apropriação e usos do conhecimento histórico e do passado e sua expressão na contemporaneidade. Entende-se por Cultura Histórica uma área da Teoria da História dedicada a refletir sobre a produção da experiência histórica na sociedade e como as comunidades formam e transmitem sua visão do passado, incluindo nisso não apenas a historiografia acadêmica, mas também diferentes narrativas na sociedade sobre história, seu conhecimento, suas linguagens e suportes. Entre estes âmbitos, destaca-se a formação teórico e metodológica, a análise de diferentes experiências históricas e a socialização dos conhecimentos produzidos. Neste sentido, esta área de concentração procura também acompanhar o circuito da qualificação profissional necessária à produção do conhecimento histórico, sua análise crítica e seu ensino, através de ângulos fundamentais da cultura histórica. Esta abordagem compreende que as disputas sócio-políticas, nos distintos processos históricos, engendram concepções de história que, por sua vez, contribuem para atribuir significados sociais a práticas e relações estabelecidas no presente, ou seja, constituem formas de cultura histórica, o constructo sistêmico-simbólico que estabelece relações entre o presente e o passado de uma sociedade ou grupo social em seus esforços por compreender, explicar, conservar ou transformar determinados ordenamentos, práticas e identidades sociais. Deste modo, a cultura histórica pode ser produzida por diversos meios e agentes, a exemplo das artes, das mídias, das instituições de memória, dos discursos políticos, dos textos e interpretações religiosas, da tradição oral, entre outros. Assim, se, por um lado, a compreensão da existência da cultura histórica conduz ao reconhecimento de que a elaboração de formas de compreensão do passado não é monopólio do(a) profissional de História, por outro, a investigação acadêmica, alicerçada na formação teórico-metodológica que subsidia a análise crítica das fontes empíricas, deve necessariamente refletir acerca dos processos de constituição dessas concepções e saberes socialmente difundidos sobre o passado. É, portanto, imprescindível ao(à) historiador(a) analisar de modo crítico as condições sociais da produção e difusão de uma determinada cultura histórica e suas relações com a própria produção acadêmica do conhecimento histórico. Para que estas perspectivas sobre a cultura histórica possam ser desenvolvidas com maior densidade, foram elaboradas duas linhas de pesquisa: “História e Regionalidades” e “Ensino de História e Saberes Históricos”.

  

Ementas das Linhas de Pesquisa

História e Regionalidades

A Linha de Pesquisa “História e Regionalidades” define-se pelo desenvolvimento de investigações sobre a construção histórica das regionalidades, elementos simbólico-políticos que constituem os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos de uma região, entendida como parte em articulação com o que se toma como processos locais, nacionais, transnacionais ou globais. A ênfase desta linha de pesquisa está diretamente relacionada com a área de concentração “História e Cultura Histórica” na medida em que propõe abordar, desde uma perspectiva de análise regional, conteúdos de cultura histórica, tratando de desnaturalizar a ideia de regionalidade como uma representação espacial estritamente geográfica ou cartográfica, e sim como construções históricas e sociais. As regionalidades são, portanto, compreendidas como constructos históricos componentes das culturas históricas produzidas, divulgadas e apropriadas por agentes sociais em disputas envoltas em concepções de historicidade, podendo assumir a forma de integração, de distinção ou de rupturas em relação a dimensões mais amplas. Isto implica pensar, por exemplo, em disputas sociais e de poder em torno da memória, de práticas culturais, da formação de identidades sociais, de narrativas históricas, dos territórios e territorialidades físicos e simbólicos e da constituição de projetos de futuro calcados em concepções de história. As investigações desta linha de pesquisa, dedicadas a debater a construção histórica das regionalidades, buscam contribuir para desconstruir concepções por vezes cristalizadas acerca dos atribuídos centros e periferias, e das relações e visões de mundo entre grupos sociais hegemônicos e subalternizados. Esta Linha de Pesquisa permite abarcar investigações sob abordagens e escopos teórico-metodológicos distintos acercas de questões características das regionalidades: relações étnico-raciais; relações de gênero e interseccionalidades; relações econômicas; relações políticas, entendidas tanto por práticas políticas cotidianas, culturas políticas ou políticas institucionais; trabalho, movimentos e classes sociais e suas relações com o Estado; circulação de ideias, representações, constituição de saberes e lugares de poder; práticas e concepções educacionais; práticas e imaginários religiosos.

 

Ensino de História e Saberes Históricos

A Linha de Pesquisa “Ensino de História e Saberes Históricos” define-se pelo desenvolvimento das investigações em torno dos saberes históricos e da cultura histórica em suas articulações com o ensino de História e a historiografia. Entende-se por saberes históricos um conjunto de elaborações e apropriações do conhecimento histórico e das temporalidades em seus significados e práticas no circuito da cultura histórica. Cultura histórica remete-se à existência de diversas formas de compreensão das distintas temporalidades, que vão além dos aspectos formais elaborados por historiadores(as) em seu ofício. Por sua vez, o ensino de História e a historiografia estão relacionados às condições formais de produção e circulação do conhecimento no âmbito da cultura historiográfica e das culturas escolares. Ao reconhecer-se que a cultura histórica não é exclusividade do ofício do(a) historiador(a), admite-se que é sua função analisar o impacto desses saberes no contexto do ensino e para além dele, buscando reflexões na perspectiva das histórias locais e regionais, que podem dialogar com contextos mais amplos. Os estudos que esta Linha de Pesquisa tem desenvolvido partem da premissa das especificidades dos saberes históricos, preocupando-se com as narrativas e estudos historiográficos produzidos por historiadores(as), mas também com as maneiras pelas quais o conhecimento histórico é produzido e transmitido, por meio do cinema, da literatura, da televisão, da imprensa, das artes plásticas, da dramaturgia, da cultura popular, dos cordéis, dos patrimônios e da educação patrimonial, da fotografia, da música, das mídias digitais, entre outras possibilidades. Isso permite que sejam investigadas linguagens que não faziam parte do instrumental narrativo utilizado por profissionais de História, mas que nas últimas décadas têm se mostrado campos férteis para a discussão do conhecimento histórico, além de possibilitar a pesquisa do uso dessas linguagens no âmbito escolar e acadêmico. Neste processo de pesquisa das diferentes formas de expressão e transmissão do conhecimento histórico e do ensino de História, pretende-se identificar conceitos e sujeitos e, a partir daí, compreender as relações com o passado empreendidas por meio de narrativas, memórias e silenciamentos, buscando a reflexão teórica sobre a própria prática historiográfica e docente. Esta Linha de Pesquisa acolhe o desenvolvimento das seguintes temáticas relacionadas ao ensino de História e aos saberes históricos: formação docente, licenciaturas e educação básica; currículo e cultura escolar; memória e educação patrimonial; legislações e políticas educacionais; usos de mídia e tecnologias contemporâneas na história; linguagens historiográficas; regionalidades e história local; biopolítica e instituições de formação; práticas de hegemonia; gênero e interseccionalidades; ecohistória; história pública; culturas políticas; teorias pós-coloniais, descoloniais e decoloniais; historiografia.

 

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Sæculum – Revista de História

Sæculum - Revista de História é publicada pelo  Departamento de História da UFPB desde 1995 e, a partir de 2004, passou a ser também o periódico do  Programa de Pós-Graduação em História da mesma universidade. Desde então sua frequência é semestral, e se trata de uma revista voltada à divulgação e debate de pesquisas no campo da História e da Cultura Histórica e suas diversas interfaces, abrindo espaço para o diálogo entre pesquisadores do Brasil e do exterior. Está avaliada como Qualis B1 na área de História pela CAPES (Avaliação 2013-2016) e é indexada no DOAJ (Directory of Open Access Journals) e no Latindex.  

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Página Alternativa


Coordenação do Programa