PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: POLLYANNA PADRE DE MACEDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: POLLYANNA PADRE DE MACEDO
DATA: 03/05/2021
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/tgs-ccai-ehk
TÍTULO: Ventilação natural em escolas na cidade de Campina Grande: a influência da velocidade do ar na percepção e sensação de conforto térmico do usuário
PALAVRAS-CHAVES: ventilação natural; velocidade do ar; percepção; sensação; conforto; escolas.
PÁGINAS: 155
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Arquitetura e Urbanismo
RESUMO: A ventilação natural é um parâmetro que deve ser levado em consideração em projetos arquitetônicos, uma vez que auxilia a reduzir os ganhos indesejáveis de calor, resfriando o ambiente e fornecendo uma maior possibilidade deste ser percebido como agradável para o desenvolvimento de atividades. Sendo assim, a relação da ventilação com a qualidade do ambiente construído é um fator relevante para edifícios escolares, onde o conforto térmico deve ser promovido a fim proporcionar um espaço adequado ao ensino, possibilitando maior produtividade e qualidade do trabalho. Porém, o conforto não está apenas ligado ao ambiente físico, mas, também, a questões subjetivas e individuais do usuário, como a percepção e a sensação de conforto térmico no espaço. Desta forma, por meio de questionários, medições in loco, observação e análise de dados, objetivou-se nesta pesquisa identificar os limites da velocidade do ar quanto a sensação e percepção do conforto térmico de alunos de escolas públicas de ensino médio integral de Campina Grande, Paraíba; ao confrontar os limites de velocidade do ar estipulados pela literatura com as velocidades identificadas na pesquisa, para se ter um maior entendimento da relação da intensidade do movimento do ar com os aspectos subjetivos dos indivíduos no clima do semiárido. O experimento compreendeu sete escolas, das quais, no inverno, foi obtida uma amostra de 569 questionários, temperaturas do ar médias de 22,44 a 26,28°C e velocidades do ar médias de 0,15 a 0,34 m/s; e no período do verão, foram obtidos 646 questionários, temperaturas de 25,91 a 30,78 °C e velocidades médias de 0,23 a 0,51 m/s. Com relação a sensação térmica, no inverno, a maioria dos alunos (35,85%) afirmaram estar levemente com frio; e de modo semelhante, no verão, 33,44% afirmaram sentir-se com muito calor. Todavia, 87% dos estudantes indicaram o ambiente térmico como aceitável, e 33,57% como confortável no inverno. No verão, porém, 47,83% disseram esta termicamente aceitável, e apenas 13,62%, confortável. Contudo, a aceitabilidade da velocidade do vento e a preferência por mais velocidade do vento foi de 84,7% e 45,16%, respectivamente, para o inverno; e de 51,54% e 81,89% para o verão. Por outro lado, quanto aos testes estatísticos da velocidade do ar, houve significância apenas quanto a preferência térmica no inverno, indicando que o aumento de 1m/s na velocidade do ar acrescem as chances em 376% do ocupante preferir o ambiente térmico mais refrescado. No verão, temos que o acréscimo de 1m/s na velocidade do ar aumenta em 108,1% as chances do aluno indicar sensações térmicas mais frias; assim como, também pode reduzir em 77,4% as chances do usuário preferir o ambiente térmico mais refrescado. Por fim, verifica-se que há conformidade com os limites de velocidade do ar estipulados na literatura de modo geral, pois velocidades do ar acima dos 0,50 m/s foram consideradas aceitáveis no inverno; e acima dos 0,80 m/s, no verão; concluindo que maiores intensidade da velocidade do ar em ambientes escolares naturalmente ventilados pode ser aceita pelos estudantes.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1856580 - FELIPE TAVARES DA SILVA
Externo ao Programa - 6336620 - LUIZ BUENO DA SILVA
Presidente - 1636125 - SOLANGE MARIA LEDER