PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: IASMIN FREITAS PIMENTEL PEQUENO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IASMIN FREITAS PIMENTEL PEQUENO
DATA: 20/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Uso de recursos à distância
TÍTULO: Efeito do carvacrol sobre fatores de virulência de cepas de Candida albicans isoladas da mucosa oral: um estudo in vitro
PALAVRAS-CHAVES: Antifúngico, Infecção fúngica; Lipases; Morfogênese; Terpenos
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: A candidíase bucal é uma infecção fúngica causada por leveduras do gênero Candida e, de modo predominante, por Candida albicans. Esta infecção afeta principalmente o revestimento mucoso da cavidade oral, sendo comumente observada em indivíduos imunocomprometidos. A abordagem terapêutica padrão envolve o uso de agentes antifúngicos convencionais, mas o surgimento de cepas resistentes aos tratamentos disponíveis, assim como os altos níveis de toxicidade desses fármacos têm exigido a busca por novas alternativas de tratamento, bem como a compreensão da influência dos compostos nos fatores de virulência desses patógenos. Nesse contexto, o carvacrol, um monoterpeno fenólico encontrado em óleos essenciais de orégano e de outras plantas existentes na flora brasileira, tem se destacado pelo seu potencial antimicrobiano, revelando, ainda, expressiva ação antifúngica. Em face disso, esta investigação visou conhecer o efeito do carvacrol sobre fatores de virulência de cepas de C. albicans isoladas da mucosa oral, cujos aspectos analisados se concentraram na capacidade de morfogênese e na produção de lipases. O estudo envolveu a utilização de 13 cepas de C. albicans coletadas da mucosa oral de indivíduos com candidíase bucal e 1 cepa padrão (ATCC 90028), as quais foram submetidas aos experimentos na presença e na ausência do carvacrol (CIM = 128 μg/mL). O referido composto foi capaz de reduzir a emissão de tubos germinativos na maioria das cepas (de 72,27% ± 14.2% para 13,97% ± 22,2%) e diminuir as formas filamentosas (de IM= 2.9 para IM=1,9), visto que a morfologia mais prevalente sem o carvacrol constava de pseudo-hifas. Entretanto, na presença do fitoconstituinte estudado, prevaleceram as células esféricas e alongadas. Em seguida, foi verificado que o composto em teste conseguiu reduzir significativamente (p < 0,05) o comprimento das hifas em todas as cepas em que elas persistiram, assim como foi capaz de impedir a formação de colônias filamentosas na totalidade das cepas em meio sólido. Finalmente, o carvacrol se mostrou eficiente ao inibir a produção de lipases em todas as cepas estudadas. A atuação do carvacrol sobre a capacidade de morfogênese de diversos isolados clínicos de C. albicans oriundos da cavidade bucal não foi avaliada em estudos anteriores. Ao evidenciar a influência in vitro do carvacrol sobre dois importantes fatores de virulência de C. albicans, pode-se considerar que este monoterpeno deve ser tratado como um promissor componente na formulação de novos e eficientes medicamentos antifúngicos, sendo necessário, obviamente, a realização de estudos complementares de âmbito clínico para comprovar a sua baixa toxicidade e sua eficácia terapêutica nos seres humanos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDJA MARIA MELO DE BRITO COSTA
Interno - 1335891 - FELIPE QUEIROGA SARMENTO GUERRA
Presidente - 1886867 - WALICYRANISON PLINIO DA SILVA ROCHA