PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: JULIELLEN LUIZ DA CUNHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIELLEN LUIZ DA CUNHA
DATA: 02/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do PPGO
TÍTULO: DENTIFRÍCIOS COM TECNOLOGIAS BIOATIVAS SOBRE O DESGASTE EROSIVO NO ESMALTE DENTÁRIO: ESTUDOS IN VITRO
PALAVRAS-CHAVES: Dentifrícios. Erosão dental. Esmalte dental.
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: Introdução: O desgaste dentário erosivo é caracterizado pela perda progressiva e irreversível da estrutura do esmalte. O aumento dessa condição representa um desafio clínico crescente, exigindo estratégias eficazes de prevenção. Dentifrícios fluoretados são amplamente indicados para promover a proteção e a remineralização do esmalte nas fases iniciais, e a adição de compostos bioativos e biomiméticos tem demonstrado potencial em intensificar os efeitos do flúor, conferindo maior resistência à desmineralização ácida e ao desgaste mecânico. Objetivo: Avaliar, por meio de dois estudos in vitro, o efeito de dentifrícios contendo diferentes tecnologias bioativas associadas ao flúor na remineralização e na prevenção do desgaste dentário erosivo. Metodologia: No Estudo 1, voltado à proteção contra o desgaste erosivo, 60 blocos de esmalte bovino foram utilizados, com metade da superfície protegida e a outra exposta ao protocolo experimental. Os grupos testados foram: (I) sílica bioativa + 1100 ppm de fluoreto de sódio, (II) 0,454% de fluoreto estanhoso, (III) fosfossilicato de sódio e cálcio + 1426 ppm de fluoreto de sódio, (IV) 1100 ppm de fluoreto de sódio e (V) controle sem flúor. As amostras passaram por ciclagem erosiva durante sete dias, com três desafios diários, seguidos da aplicação de slurries dos dentifrícios (1:3) por dois minutos. As análises incluíram microdureza superficial (SH0 e SH1), percentual de alteração de dureza (%SMHC), rugosidade (Ra), o desgaste da superfície dental (step) e o ganho mineral por fluorescência quantitativa induzida por luz (QLF). No estudo 2, dois modelos experimentais de ciclagem foram conduzidos: protetor (esmalte hígido) e remineralizador (esmalte erodido), utilizando 36 blocos de esmalte bovino por modelo, distribuídos em quatro grupos (n=9): RGS/NaF (sílica bioativa e 1100 ppm NaF), RGS (sílica bioativa, sem flúor), NaF (1100 ppmF) e dentifrício sem flúor (controle negativo, CN). O modelo protetor consistiu em sete dias de desafios erosivos (ácido cítrico 0,1%) e abrasivos simulados duas vezes ao dia. O modelo remineralizador seguiu protocolo semelhante por cinco dias. As amostras foram analisadas quanto à microdureza superficial, fluorescência por luz quantificada (QLF), perfilometria (step e ΔSL) e rugosidade, com análise estatística por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). Os dados de ambos os estudos foram analisados estatisticamente por ANOVA ou ANOVA de medidas repetidas, seguidas pelo teste de Tukey (p<0,05). Resultados: No Estudo 1, o grupo controle sem flúor apresentou os valores mais baixos de dureza superficial e fluorescência, entretanto apresentou a maior rugosidade e step após a ciclagem. Os dentifrícios 0,454% de fluoreto estanhoso e sílica bioativa + 1100 ppm demonstraram maior eficácia, com menores valores de %SMHC, perda de fluorescência, rugosidade e step, com desempenho estatisticamente superior. Os grupos 1100 ppm de fluoreto de sódio e fosfossilicato de sódio e cálcio + 1426 ppm de fluoreto de sódio exibiram resultados intermediários e semelhantes entre si, mas sem diferenças significativas na rugosidade em relação ao controle negativo. No Estudo 2, no modelo protetor, todos os grupos apresentaram perda significativa de microdureza, sendo RGS/NaF o mais eficaz na preservação do esmalte. No modelo remineralizador, todos os grupos demonstraram recuperação significativa, com superioridade de RGS/NaF. A análise de QLF corroborou esses achados, evidenciando menor perda de fluorescência em RGS/NaF no modelo protetor e maior recuperação no remineralizador. Os grupos com sílica bioativa apresentaram menores alterações morfológicas e menor rugosidade final. A perda de estrutura foi menos acentuada em RGS/NaF e RGS, enquanto CN demonstrou os piores resultados. Conclusão: A incorporação de tecnologias bioativas ao flúor demonstrou efeito benéfico na reversão das alterações estruturais iniciais do esmalte e na proteção contra a progressão do desgaste erosivo. Dentifrícios contendo sílica bioativa apresentaram desempenho superior na fase de remineralização, enquanto tanto essa tecnologia quanto o fluoreto estanhoso mostraram efeito protetor frente a desafios erosivo-abrasivos. A associação entre fluoreto e sílica bioativa potencializou os efeitos protetores e remineralizantes, evidenciando o potencial dos dentifrícios fluoretados enriquecidos com compostos bioativos como agentes preventivos e terapêuticos frente ao desgaste dentário erosivo
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2114970 - ANDRESSA FEITOSA BEZERRA DE OLIVEIRA
Interno(a) - 6337281 - FABIO CORREIA SAMPAIO
Externo(a) à Instituição - RODRIGO BARROS ESTEVES LINS