PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: JOHNATAN MEIRELES DO NASCIMENTO
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOHNATAN MEIRELES DO NASCIMENTO
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGO
TÍTULO: Associação entre lesões cariosas proximais cavitárias pequenas e
áreas anatômicas e tipo de contato proximais: estudo clínico com tomografia
computadorizada em molares decíduos
PALAVRAS-CHAVES: Esmalte dentário; Dentina; Cárie dentária; Anatomia; Dente
decíduo
PÁGINAS: 53
RESUMO: O conhecimento atual sobre a localização anatômica inicial da cavitação
em lesão cariosa proximal sofre de teorias conflitantes inconclusivas sobre a
localização anatômica inicial e da ausência de estudos em que o viés da força
mecânica iatrogênica foi controlado na detecção de cavitação cariosa. Além disso, a
associação entre lesão cariosa proximal e a extensão do contato proximal em
molares decíduos (medida pelo sistema OXIS) nunca foi testada quanto aos
estágios não cavitário e sadio. Neste contexto, este estudo clínico transversal teve
dois objetivos: (1) testar a associação entre a localização anatômica (área de
contato, AC, ou área cervicalmente à AC, sub-AC) em dentição mista; (2) testar a
associação da extensão da área de contato proximal entre molares decíduos e o
estadiamento da lesão cariosa proximal. Trinta e sete participantes (crianças na
faixa etária de 5 a 9 anos), que forneceram exames radiográficos de tomografia de
feixe cônico da dentição completa foram incluídos. A localização anatômica (AC e
sub-AC), a extensão do contato proximal entre molares decíduos (sistema OXIS: O,
aberto; X, ponto; I, linha; e S, sinusoidal; usando gradação de risco O 0,8). Apenas faces
proximais da região entre os dentes caninos e os primeiros molares permanentes adjacentes a molar decíduo e sem adjacente com restauração, lesão cavitária não
inicial ou dente ausente foram avaliadas. Para o objetivo 2, os participantes foram
agrupados de quatro maneiras diferentes (sem pareamento e com três critérios de
pareamento: ao menos um contato sadio por participante; ao menos um contato
com lesão não cavitária por participante; e ao menos um contato com lesão
cavitária inicial por participante). O sistema OXIS foi testado nos quatro
grupamentos e para os três estágios da face proximal, gerando 12 situações. Os
dados do objetivo 1 foram analisados por teste de Mcnemar e razão de chances
(objetivo 1). Para o objetivo 2, foram comparadas as diferenças de proporções (com
H de Cohen e teste Z) entre os contatos dos tipos X, I e S com o contato do tipo O,
separadamente, para cada estágio da face proximal. Em seguida, foi verificado se a
sequência OXIS era consistente com os tamanhos de efeito. A lesão cavitação
inicial ocorreu 23 vezes, exclusivamente na AC e com uma chance 48,5 vezes
maior (p = 8,7 x10-8; IC 95%: 3,0-818,9) do que ocorrer na sub-AC. O sistema OXIS
explicou apenas três de 12 combinações, enquanto a gradação alternativa
OIXS/OXSI (com I levando a uma sugerida maior rapidez de progressão para
cavitação) explicou 9 combinações, com uma grande diferença entre as gradações
(H de Cohen = 1.23; IC 95%: 0,19-1,54; p = 0,017). Em conclusão, na ausência de
força mecânica iatrogênica na face proximal, a cavitação inicial ocorreu
exclusivamente na AC e a gradação OIXS/OXSI foi que melhor OXIS para explicar
o estadiamento da face proximal em molares decíduos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ALINE DE ALMEIDA NEVES
Presidente(a) - 1060890 - CATARINA RIBEIRO BARROS DE ALENCAR
Interno(a) - 2527943 - ELIANE BATISTA DE MEDEIROS SERPA