PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: NATALIA VIANA DANTAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATALIA VIANA DANTAS
DATA: 30/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do PPGO e Remoto
TÍTULO: Aspectos histomorfológicos das Lesões Cervicais Não Cariosas afetando dentina terciária: implicações endodônticas
PALAVRAS-CHAVES: Dentina; Polpa Dentária; Histologia; Microtomografia por Raio-X; Desgaste dos Dentes
PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: Lesões cervicais não cariosas (LCNCs) afetam cerca de 47% da população adulta, alterando os tecidos dentais mineralizados com uma combinação de eventos de desgaste externo e reparo interno que seguem vias histológicas definidas. A formação desses eventos, que impacta aspectos antropológicos e clínicos odontológicos, atualmente não dispõe de método histológico de sua análise. O objetivo geral desse estudo foi analisar os aspectos histomorfológicos das lesões cervicais não cariosas (LCNCs) associadas à formação de dentina terciária, buscando compreender a relação entre as características morfológicas das lesões, a resposta dentinária e suas possíveis implicações endodônticas. Foram avaliadas 121 LCNCs naturais do tipo cunha, pires e irregulares em pré-molares superiores e inferiores através de microtomografia 3D computadorizada de raios X (microCT). O método de obtenção das imagens consistiu em duas etapas básicas: (1) padronizar o corte tomográfico digital central seguindo referências morfológicas para o centro do dente (nos sentidos buco-lingual e mésio-distal) e o centro da LCNC (com base nos picos de desgaste externo e reparo interno; este último sendo dentina terciária); e (2), definição de linhas referenciais histológicas virtuais paralelas transversais, além da projeção da superfície original da LCNC e identificação do início da dentina terciária. Foram definidas também cinco regiões em cada LCNC: Zona Oclusal, Zona de Dentina Cervical Crítica, Zona Apical Crítica, Zona Subapical Crítica (a qual subdivide-se em Zona Subapical Crítica 1 e 2). Na análise de dados foram avaliadas a profundidade da lesão, a espessura máxima de dentina terciária, a distância entre o ponto mais profundo da lesão e a dentina terciária, as diferenças entre as regiões oclusal e apical da lesão, a ocorrência de desgaste relacionado à dentina terciária e a relação dessas características com a profundidade clínica à sondagem. Modelos de regressão linear, testes de comparação entre correlações dependentes e análises de proporções e riscos relativos foram empregados. Para uma mesma profundidade, as lesões em pires apresentaram, em média, aproximadamente 252 µm a mais de dentina terciária que as lesões em cunha (p<0,001). Para a relação entre profundidade e distância remanescente até a dentina terciária, a cada aumento de 1.000 µm na profundidade, a distância foi reduzida em aproximadamente 851 µm nas lesões em cunha e 291 µm nas lesões em pires (p < 0,001). A frequência de dentina terciária relacionada a desgaste no esmalte foi de 21,5%, rejeitando à hipótese nula de 5%. A correlação entre profundidade e espessura de dentina terciária foi significativamente maior na região apical (r=0,788) que na região oclusal (r=0,432), com grande magnitude de efeito (q de Cohen=0,604; p<0,001). Lesões com maior profundidade à sondagem apresentaram risco substancialmente aumentado de invasão da dentina terciária, enquanto todos os casos de invasão observados ocorreram em lesões em cunha. Por outro lado, a profundidade à sondagem não se associou significativamente à vedação da entrada do canal radicular. Os resultados demonstram que a morfologia da LCNC influencia de maneira relevante sua relação espacial com a dentina terciária. Embora a espessura dessa dentina aumente com a profundidade da lesão em ambos os formatos, as lesões em cunha avançam proporcionalmente mais em direção à dentina terciária, sugerindo menor compensação anatômica da resposta defensiva frente à progressão da lesão. Esses achados ampliam a compreensão da interação entre LCNCs e o complexo dentinopulpar e podem contribuir para a avaliação do risco estrutural e endodôntico dessas lesões.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANDERSON TAKEO HARA
Presidente(a) - 2551874 - FABIO LUIZ CUNHA D ASSUNCAO
Interno(a) - 1847329 - LUCIANA FERRAZ GOMINHO