PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de QUALIFICAÇÃO: ESTÉFANY LOUÍSE PEREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ESTÉFANY LOUÍSE PEREIRA
DATA: 26/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: USO DE RECURSOS À DISTÂNCIA
TÍTULO: Avaliação Pré e Pós-operatória da Anatomia da Língua de Bebês Submetidos à Frenotomia: Comparação entre Três Técnicas Cirúrgicas.
PALAVRAS-CHAVES: Anquiloglossia; Freio lingual; Liberação do Freio Lingual.
PÁGINAS: 64
RESUMO: A anquiloglossia pode ser definida como uma condição em que o movimento da língua é reduzido devido a um frênulo lingual que impede sua livre movimentação. Portanto, seu diagnóstico não deve se basear unicamente na aparência do frênulo, mas deve incluir uma avaliação funcional da língua. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da frenotomia lingual nas características anatomofuncionais do freio lingual de bebês, por meio dos escores do Protocolo de Avaliação do Frênulo Lingual para Bebês (Martinelli, Marchesan e Berretin-Felix, 2013), comparando os resultados pré e pós-operatórios, e examinar diferenças nos desfechos clínicos entre três técnicas cirúrgicas distintas. Para isso, foi realizada uma coorte retrospectiva, em que a exposição considerada foi a cirurgia de frenotomia lingual e o desfecho avaliado foram os parâmetros da avaliação anatomofuncional do freio lingual do grupo exposto à cirurgia. A abordagem do estudo foi quantitativa e foram incluídos os bebês com idade entre 06 e 24 meses, que residiam no município de João Pessoa-PB ou que estivessem presente em um dos serviços de saúde no momento da avaliação. A amostra foi montada a partir dos bebês que realizaram a cirurgia de frenotomia lingual pelo Projeto Linguinha Solta JP ou pelo Hospital da Mulher Dona Creuza Pires. Foi reaplicado o protocolo de avaliação do frênulo da língua com escores para bebês de Martinelli, Marchesan e Berretin-Felix (2013). As análises foram realizadas no software Jamovi, adotando-se nível de significância de 5%. O escore anatomofuncional do freio lingual foi analisado como variável quantitativa e categórica. A comparação entre os momentos pré e pós-operatórios das três técnicas cirúrgicas foi feita por meio da ANOVA de medidas repetidas, após verificação dos pressupostos estatísticos. Um modelo de regressão de Poisson avaliou o efeito das técnicas e de variáveis individuais nos escores pós-cirúrgicos, estimado pela razão de taxas de incidência. Além disso, a frequência de escores classificados como normal ou sugestivo de alteração foi analisada com qui-quadrado e regressão logística, sendo o efeito das variáveis independentes expresso pela razão de chances. Os escores de avaliação anatomofuncional do freio lingual não diferiram entre os grupos antes (p=0,104) e após a cirurgia (p=0,207). Contudo, observou-se melhora significativa dos escores após o procedimento, independentemente da técnica empregada (p<0,001). A regressão de Poisson não identificou influência das técnicas cirúrgicas ou de variáveis individuais (sexo, idade, amamentação exclusiva e hábitos parafuncionais) nos escores pós-operatórios (p>0,05). Apesar disso, verificou-se maior frequência de participantes com escore normal após a técnica 3, e a análise de regressão logística demonstrou que essa técnica esteve associada a uma menor chance de alteração anatomofuncional após a frenotomia (p=0,013). Os resultados indicam que a frenotomia lingual promove melhora significativa da anatomia e funcionalidade da língua em bebês, independentemente da técnica cirúrgica utilizada. Embora variáveis individuais não tenham influenciado os desfechos, a técnica 3 demonstrou maior efetividade, associando-se a menor frequência de alterações pós-operatórias. Estudos adicionais são recomendados para confirmar esses achados e explorar impactos funcionais a longo prazo.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - CACILDA CASTELO BRANCO LIMA
Externo(a) à Instituição - RÊNNIS OLIVEIRA DA SILVA
Presidente(a) - 1636121 - SIMONE ALVES DE SOUSA