PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de QUALIFICAÇÃO: NATALIA VIANA DANTAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATALIA VIANA DANTAS
DATA: 28/01/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do PPGO e Uso de Recursos à distância
TÍTULO: Método de caracterização histológica das Lesões Cervicais Não Cariosas Naturais (LCNC).
PALAVRAS-CHAVES: Dentina; Polpa Dentária; Histologia; Microtomografia por Raio-X
PÁGINAS: 30
RESUMO: Lesões cervicais não cariosas (LCNCs) afetam cerca de 47% da população adulta, alterando os tecidos dentais mineralizados com uma combinação de eventos de desgaste externo e reparo interno que seguem vias histológicas definidas. A cronologia desses eventos, que impacta aspectos antropológicos e clínicos odontológicos, atualmente não dispõe de método histológico de sua análise. O objetivo deste estudo foi duplo: (i) desenvolver e validar um método histológico tridimensional não invasivo para caracterização de LCNCs naturais; e (ii) testar associações entre o desgaste externo e o reparo interno. Foram avaliadas 81 LCNCs naturais do tipo cunha em pré-molares através de microtomografia 3D computadorizada de raios X (microCT) e estereomicroscopia. O método consistiu em duas etapas básicas: (1) padronizar o corte tomográfico digital central seguinte referências morfológicas para o centro do dente (nos sentidos buco-lingual e mésiodistal) e o centro da LCNC (com base nos picos de desgaste externo e reparo interno; este último sendo dentina terciária); e (2), definição de linhas referenciais histológicas virtuais paralelas transversais (limite cervical do esmalte, LCE; limite cervical da dentina terciária, LDT; limite apical da lesão, LAL) e longitudinais (0,5 mm mais apicais do limite esmalte-cemento, LEC; interseção entre dentinas terciária e secundária; LVI), além da projeção da superfície original da LCNC. Foram definidas cinco regiões em cada LCNC: oclusal (da LCE até limite oclusal da lesão), dentina cervical crítica (DCC, entre LCE e LDT), apical crítica (entre LDT e LAL), sub-apical 1 (da LAL até limite apical da dentina terciária) e sub-apical 2 (idêntica à anterior, mas apenas para lesões com altura de até 1 mm). Os desfechos de desgaste externo e reparo interno foram avaliados por avaliador calibrado (ICC > 75%). Na DCC, foi possível prever, com uma precisão de ±285 µm, o remanescente de dentina com base na profundidade da lesão, e o risco de não encontrar dentina terciária nessa região foi 163 vezes maior do que nas demais, validando o método. Dentina terciária foi mais frequente nas regiões apical (89%) e sub-apical (50%). A associação entre profundidade da LCNC e espessura de dentina terciária foi maior quando o desgaste foi medido seguindo os túbulos (r = 0,69; p <0,001) do que medido horizontalmente (r = 0,43; p < 0,001). Uma média cerca de 0,197 mm de dentina terciária para cada de 1 mm de desgaste (β = 0.1968, p < 0.0001). Em conclusão, o método se mostrou preciso e válido, abrindo caminho para estudar a cronologia da formação das LCNCs naturais em estudos transversais.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - BASILIO RODRIGUES VIEIRA
Presidente(a) - 1847329 - LUCIANA FERRAZ GOMINHO
Externo(a) à Instituição - LUÍS HENRIQUE ARAÚJO RAPOSO