PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA (PPGO)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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3216/7797
Notícias
Banca de DEFESA: ESTÉFANY LOUÍSE PEREIRA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ESTÉFANY LOUÍSE PEREIRA
DATA: 23/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência: https://meet.google.com/ujg-ftsv-dfe
TÍTULO: Análise Pré e Pós-operatória do Freio Lingual em Bebês: Avaliação
Anatomofuncional e Comparação entre Técnicas Cirúrgicas de Frenotomia
PALAVRAS-CHAVES: Anquiloglossia; Saúde Infantil; Freio Lingual; Liberação do Freio
Lingual; Cirurgia Bucal.
PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: Introdução: a anquiloglossia pode ser definida como uma condição na
qual a mobilidade da língua encontra-se limitada devido a uma restrição causada
pelo freio lingual. Seu diagnóstico não deve se basear unicamente na aparência
do freio, sendo indispensável incluir uma avaliação funcional da língua. Embora
uma intervenção cirúrgica seja frequentemente indicada para corrigir esta
condição, há uma necessidade de entender mais detalhadamente as repercussões
dessa abordagem. Objetivo: analisar e comparar os escores da avaliação
anatomofuncional do Protocolo de Avaliação do Frênulo Lingual com Escores para
Bebês nos períodos pré e pós-operatório da frenotomia lingual, bem como examinar diferenças nos desfechos clínicos entre três técnicas cirúrgicas distintas.
Metodologia: a presente pesquisa caracteriza-se como uma coorte retrospectiva,
em que a exposição considerada foi a cirurgia de frenotomia lingual e o desfecho
avaliado foi o escore da avaliação anatomofuncional do Protocolo de Avaliação do
Frênulo Lingual com Escores para Bebês. A abordagem do estudo é quantitativa e
foram incluídos os bebês com idade entre 06 e 24 meses, que residiam no
município de João Pessoa-PB ou que estavam presentes em um dos serviços de
saúde onde as coletas aconteceram. A amostra foi montada a partir dos bebês
que realizaram a cirurgia de frenotomia lingual pelo Projeto Linguinha Solta JP e
pelo Hospital da Mulher Dona Creuza Pires. Foram analisadas e comparadas três
técnicas cirúrgicas de frenotomia lingual, onde a técnica 1 é realizada por meio da
incisão do freio até que se observe formato de losango na ferida cirúrgica; a
técnica 2 caracteriza-se por ser mais invasiva, em que divulsões laterais com
tesoura são realizadas; na técnica 3 a divulsão é realizada com gaze estéril
embebida em soro fisiológico. Coletou-se dos prontuários o escore da avaliação
anatomofuncional do freio lingual do período anterior à cirurgia e informações de
identificação. Em seguida, realizou-se uma nova avaliação anatomofuncional do
freio. Os dados foram tabulados e analisados no software Jamovi (v. 2.6.44),
considerando-se o nível de significância de 5% (p<0,05). A comparação dos
escores pré e pós-operatórios foi realizada pelo teste de Wilcoxon, enquanto a
comparação entre as técnicas cirúrgicas foi realizada pelo teste de Kruskal-Wallis.
A influência de variáveis individuais sobre o desfecho pós-operatório foi analisada
por meio de regressão logística ordinal. Resultados: foram avaliados 94 bebês
submetidos à frenotomia lingual por três técnicas cirúrgicas diferentes.
Observou-se redução significativa dos escores da avaliação anatomofuncional do
freio lingual após a cirurgia (p<0,001). Não houve diferença estatisticamente
significativa entre as técnicas cirúrgicas quando analisados os escores
pós-operatórios como variável quantitativa (p=0,207). Entretanto, ao considerar as
categorias clínicas da avaliação anatomofuncional (normal, duvidoso e alterado),
verificou-se diferença significativa entre as técnicas (p=0,037), especialmente entre as técnicas 1 e 3. A análise de regressão logística ordinal mostrou que
bebês submetidos à técnica 3 apresentaram menor chance de serem classificados
em categorias clínicas piores no pós-operatório, em comparação à técnica 1
(OR=0,19; p=0,013). As demais variáveis analisadas (sexo, idade em meses,
amamentação exclusiva aos seis meses, hábitos de sucção não nutritiva e tempo
entre cirurgia e avaliação) não apresentaram associação significativa com o
resultado pós-operatório. Conclusões: a frenotomia lingual promoveu melhora
significativa na avaliação anatomofuncional do freio lingual em bebês. Embora não
tenham sido observadas diferenças entre as técnicas cirúrgicas quando analisados
os escores de forma numérica, a técnica 3 apresentou melhor desempenho
clínico, estando associada a menor probabilidade de resultados pós-operatórios
classificados como duvidosos ou alterados. Dessa forma, a análise dos dados
evidenciou benefícios das técnicas cirúrgicas para a funcionalidade da língua,
podendo subsidiar decisões clínicas e contribuir para capacitações profissionais e
demais estratégias de cuidado em bebês com língua presa.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - RÊNNIS OLIVEIRA DA SILVA
Interno(a) - 1636121 - SIMONE ALVES DE SOUSA
Presidente(a) - 2332212 - YURI WANDERLEY CAVALCANTI